Offline
Vereadora de Pratânia descarta denúncia contra colega por fala sobre 'carne de gato': 'Sem maioria, presidente não acataria', diz fonte
Por Moisés Moura
Publicado em 11/03/2026 17:02
PRATÂNIA

Analia relatou ter se sentido humilhada por "brincadeira" de Renato em transmissão oficial; por ser minoria na Câmara, parlamentar avalia que processo de cassação seria barrado pelo Legislativo.

A crise política na Câmara Municipal de Pratânia (SP) ganhou um novo capítulo após o embate entre os vereadores Analia e Renato. Apesar da gravidade das ofensas relatadas — que incluem a insinuação de que a parlamentar comercializaria "espetinho de gato" — a vereadora não deve protocolar um pedido de cassação por quebra de decoro parlamentar.

O motivo, segundo fontes ligadas ao Legislativo local, é puramente estratégico e numérico: Analia é minoria na Casa.

O Entrave Político

De acordo com apuração, a vereadora entende que qualquer movimento jurídico ou administrativo dentro da Câmara seria neutralizado pela atual composição de forças.

  • Falta de apoio: Por pertencer ao grupo minoritário, Analia não teria os votos necessários para dar andamento a uma investigação interna.

  • Decisão da Presidência: Fontes próximas à parlamentar afirmam que, mesmo que o pedido fosse protocolado, o atual presidente da Câmara não o acataria, sob o argumento de que a fala de Renato foi uma "brincadeira".

 O Embate no Plenário

O áudio da sessão revela o momento exato em que o tom da discussão se tornou pessoal. Ao ser questionado sobre o desrespeito à história da vereadora na cidade, Renato minimizou a trajetória da colega:

"Quanto ao seu tempo que a senhora está aqui no município, isso aí é o de menos para mim, isso aí não vem ao caso", afirmou o vereador.

Analia, visivelmente abalada, relembrou sua chegada ao município em 1995 e o sustento de seus filhos através do trabalho honesto. Em resposta, Renato manteve a postura de que a ofensa sobre a "carne de gato" não passou de um mal-entendido:

"Eu falei brincando com a senhora aquilo lá... só que vocês interpretam tudo pelo lado da maldade. Eu falei brincando e todo mundo viu", justificou Renato durante a sessão.

A vereadora rebateu afirmando que a repercussão nas ruas foi de humilhação e que moradores a procuraram questionando a veracidade da "brincadeira" feita na transmissão oficial da Câmara.

Próximos Passos

Embora a via legislativa pareça bloqueada pela falta de maioria e pela resistência da presidência em acatar uma denúncia de quebra de decoro, interlocutores da vereadora não descartam que o caso possa ser levado ao Ministério Público. Como a ofensa foi proferida em uma transmissão oficial, o órgão poderia analisar se houve crime de injúria ou difamação, independentemente do apoio político dentro da Casa.

Comentários
Comentário enviado com sucesso!