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Estudante de medicina veterinária é denunciada por realizar castração de gato com faca
Por Moisés Moura
Publicado em 13/02/2026 13:21 • Atualizado 13/02/2026 13:51
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Caso ganhou repercussão após o médico veterinário Dr. Edson da Paiol formalizar denúncia no Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV); imagens do procedimento, que circulam nas redes sociais, foram desfocadas devido ao conteúdo sensível.

Uma estudante de Medicina Veterinária está sendo alvo de investigação após a divulgação de um vídeo em que aparece realizando um procedimento de castração em um gato utilizando uma faca de cozinha. O caso ocorreu em ambiente doméstico e, segundo informações preliminares, o animal não teria recebido anestesia adequada.

O médico veterinário Dr. Edson da Paiol utilizou suas redes sociais para expor o ocorrido e confirmar que formalizou uma denúncia junto ao Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV). De acordo com o profissional, a prática configura maus-tratos e exercício irregular da profissão, uma vez que o procedimento cirúrgico exige ambiente estéril, equipamentos médicos específicos e acompanhamento anestésico profissional.

A imagem mostra o Dr. Edson da Paiol orientando sobre a denúncia grave de maus-tratos.

"A castração é uma cirurgia e, por ser uma cirurgia, é necessário que o animal esteja anestesiado para não sentir dor, além de contar com um ambiente adequado, com boa estrutura. Ainda mais: o profissional precisa ser habilitado", afirmou o Dr. Edson da Paiol em seu pronunciamento.

Providências legais

Além da denúncia ao conselho de classe, o Dr. Edson informou que acionou o deputado Felipe Becari para que os órgãos competentes iniciem uma investigação criminal sobre o caso. O objetivo é apurar a responsabilidade das envolvidas nas imagens, que podem responder por crime de maus-tratos a animais.

As imagens que circulam na internet mostram o animal sendo segurado por outra pessoa enquanto a estudante manipula o instrumento cortante. Devido à gravidade e à violência visual das cenas, os registros foram desfocados nas reproduções oficiais para preservar o público.

Até o momento da publicação desta reportagem, a estudante e os órgãos de fiscalização citados não haviam emitido posicionamento oficial sobre o andamento das investigações.

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