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São Manuel Completa Um Ano e Meio Sem Nascimentos na Cidade; Primeiros Bebês de 2026 Nascem em Bauru, Botucatu e Marília
Por Moisés Moura
Publicado em 01/01/2026 20:30
Região

O ano de 2026 começou com o nascimento dos primeiros bebês da região, mas novamente nenhuma criança nasceu em São Manuel, município que segue há aproximadamente um ano e meio sem registros de nascimento, devido ao fechamento da maternidade local.

Em Bauru, o primeiro bebê de 2026 foi Henry Ornelas Chil de Oliveira, que nasceu às 4h50 da manhã desta quinta-feira (1º), em um hospital particular da cidade. O menino veio ao mundo por meio de parto normal, com 48 centímetros e 3 quilos e 40 gramas.

A mãe, Ana Carla Ramos de Oliveira, de 33 anos, deu entrada no hospital ainda na tarde do dia 31 de dezembro, mas foi orientada a retornar para casa. Já durante a madrugada, as contrações se intensificaram e ela voltou à unidade de saúde, onde deu à luz. Antes disso, conseguiu acompanhar a virada do ano ao lado da filha mais velha, Alice, de 7 anos.

Na Maternidade Santa Isabel, referência no atendimento público em Bauru, o primeiro nascimento de 2026 foi de uma menina. Aurora nasceu às 10h08, pesando 3 quilos e 236 gramas, filha de Ingrid Aparecida de Andrade e Luis Gustavo Mireno Neves.

Já em Marília, o primeiro bebê de 2026 nasceu às 9h05, também em hospital particular. A unidade hospitalar, no entanto, não divulgou informações sobre o nome, sexo ou identidade dos pais.

São Manuel segue sem partos há mais de um ano e meio

Enquanto cidades da região celebram novos nascimentos, São Manuel vive uma realidade diferente. Há cerca de um ano e meio não ocorre nenhum nascimento no município, em razão do fechamento da maternidade local.

Em outubro de 2024, a TV São Manuel Conectado teve acesso exclusivo a uma entrevista com o diretor da Irmandade da Casa Pia São Vicente de Paulo, Dr. Kandir Innocenti Dinhane, que explicou os motivos do encerramento das atividades da maternidade. Desde então, gestantes de São Manuel precisam ser encaminhadas para cidades vizinhas, principalmente Botucatu, para realizarem seus partos.

A ausência de uma maternidade ativa tem gerado preocupação entre moradores e autoridades locais, especialmente diante do impacto direto às famílias, que precisam se deslocar para outros municípios em um dos momentos mais importantes da vida.

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