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Lula sanciona lei que proíbe linguagem neutra em órgãos públicos e cria Política Nacional de Linguagem Simples
Por Moisés Moura
Publicado em 19/11/2025 09:44
BRASIL

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta segunda-feira (17), a lei que proíbe o uso de linguagem neutra em órgãos e entidades da administração pública federal, estadual e municipal. A medida foi publicada no Diário Oficial da União e passa a valer imediatamente.

A legislação integra a criação da Política Nacional de Linguagem Simples, que estabelece padrões obrigatórios para comunicações oficiais, formulários, portais de serviços, orientações e qualquer conteúdo produzido pelo poder público e destinado à população.

O que muda com a nova lei

A norma determina que os órgãos públicos devem adotar uma comunicação clara, objetiva e de fácil entendimento. Entre as diretrizes definidas estão:

  • Uso de frases curtas, em ordem direta e com voz ativa;

  • Emprego de palavras comuns, com explicação de termos técnicos quando necessários;

  • Proibição de flexões de gênero que não estejam previstas nas regras formais da língua portuguesa — o que impede o uso de expressões como “todes”, “elu” ou “amigxs”;

  • Evitar estrangeirismos não incorporados ao uso cotidiano;

  • Informações mais relevantes devem aparecer no início do texto;

  • Incentivo ao uso de listas, tabelas e recursos gráficos para facilitar a compreensão;

  • Garantia de acessibilidade para pessoas com deficiência.

A lei ainda determina que, quando a comunicação for destinada a comunidades indígenas, deverá ser disponibilizada, sempre que possível, uma versão no idioma tradicional do grupo.

Objetivo da Política Nacional de Linguagem Simples

Segundo o governo federal, a intenção é tornar a comunicação pública mais eficiente, garantindo que qualquer cidadão consiga encontrar, entender e usar a informação para resolver suas demandas sem depender de intermediários.

Implementação

Cada poder — Executivo, Legislativo e Judiciário — e cada ente federativo deverá criar diretrizes complementares para aplicar a nova política. Isso inclui revisão de portais oficiais, reformulação de documentos, capacitação de servidores, elaboração de manuais e testes de usabilidade com a população.

 

A medida marca uma mudança significativa na forma como órgãos públicos devem se comunicar, reforçando padrões de redação e afastando oficialmente o uso de linguagem neutra em documentos oficiais.

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