Um tornado de categoria EF3, com ventos estimados em 250 km/h, devastou Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná, na tarde de sexta-feira (7), segundo o Simepar. A tragédia deixou quatro mortos na cidade e mais de 130 feridos, de acordo com a Defesa Civil. Uma quinta morte foi registrada em Guarapuava, elevando o total para cinco vítimas no estado.
O fenômeno, confirmado por análises de radares, imagens aéreas e avaliação dos estragos, foi classificado como o mais intenso já observado pelo meteorologista Samuel Braun em seus 23 anos de carreira. O Simepar informou que a cidade foi atingida por uma supercélula, caracterizada por um mesociclone — uma corrente de ar giratória dentro da nuvem —, condição que favorece a formação de tornados.
Moradores registraram cenas de destruição, com casas destelhadas, imóveis destruídos, postes derrubados e escombros espalhados pelas ruas.
Mobilização de Equipes de Resgate
O Governo do Paraná enviou 30 bombeiros para Rio Bonito do Iguaçu, além de 20 agentes do GOST, com cães de busca. Viaturas de diversas cidades e ambulâncias de Cascavel e Guarapuava auxiliam no socorro às vítimas. Hospitais da região estão sobrecarregados e receberam reforço da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), que disponibilizou leitos extras, insumos, medicamentos e apoio do SAMU.
Estruturas de atendimento e coordenação foram montadas em Guarapuava, e equipes de salvamento atuam também em cidades próximas, como Laranjeiras do Sul, Cantagalo, Candói e Porto Barreiro. Aeronaves de resgate aguardam condições meteorológicas favoráveis para deslocamento.
Apoio Humanitário
O governo estadual carregou caminhões da Defesa Civil com cestas básicas, kits de higiene e dormitório, enviados à região ainda na madrugada. O ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, anunciou o envio de ajuda humanitária e equipes de apoio, orientado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Atendimento de Saúde
Hospitais de Laranjeiras do Sul e Guarapuava registram centenas de atendimentos. O Hemepar enviou bolsas de sangue, e segue monitorando a demanda por doações.
O governo do Paraná estima que cerca de 80% da cidade foi destruída, descrevendo o cenário como “de guerra”. Equipes seguem em busca de vítimas e na remoção de escombros.
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