Durante a sessão da Câmara Municipal de Botucatu, o vereador Mário Ielo (PDT) provocou ampla repercussão na cidade e em toda a região após uma declaração feita durante a palavra livre.
Ao comentar sobre a megaoperação policial no Rio de Janeiro, o parlamentar afirmou que “se está com fuzil na mão, não significa que seja bandido”. A fala gerou intenso debate nas redes sociais e críticas de diversos setores da sociedade.
Ielo iniciou seu discurso destacando ser cristão e ressaltou que “toda morte precisa ser respeitada, pois o país não tem pena de morte”. Ele mencionou que o pronunciamento foi motivado por uma moção de pesar pelos policiais mortos durante a operação.
O vereador contou ainda ser filho de policial, afirmando ter orgulho do pai, que, segundo ele, “atuou em operações sem usar o gatilho como solução”. Ele classificou a ação no Rio como “desastrosa” e relembrou histórias do pai, que foi delegado durante a ditadura militar.
“Meu pai era delegado na época da ditadura e participou de várias operações. Quando estudantes ocuparam a reitoria, ele disse: ‘Na minha cidade, não vai morrer ninguém’. E resolveu tudo com diálogo”, relatou.
Ao encerrar seu pronunciamento, o vereador reforçou sua fé cristã e defendeu um minuto de silêncio por todas as vidas perdidas na megaoperação. No final, porém, foi interrompido por outros parlamentares, que discordaram do discurso e consideraram a fala inadequada.