A megaoperação policial realizada nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, já é considerada a mais letal da história do Brasil, superando o Massacre do Carandiru, ocorrido em 1992. De acordo com informações da Agência Brasil e do portal Leo Dias, o número de mortos chegou a 119, enquanto no episódio paulista, registrado há 33 anos, 111 presos foram mortos dentro do Pavilhão 9 da Casa de Detenção.
A ação no Rio mobilizou cerca de 2.500 policiais e resultou ainda na prisão de 113 suspeitos, sendo 33 deles de outros estados. Foram apreendidas 118 armas, entre elas 91 fuzis, conforme balanço divulgado pelas autoridades.
Entre os mortos na operação fluminense, estão 60 suspeitos e 4 policiais. A Secretaria de Segurança Pública do Estado informou que o objetivo era desarticular núcleos da facção Comando Vermelho. No entanto, o alto número de mortes provocou forte reação de entidades de direitos humanos e da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), que cobram esclarecimentos sobre a operação.
Em comparação, o Massacre do Carandiru ocorreu em 2 de outubro de 1992, quando a Polícia Militar de São Paulo invadiu o presídio para conter uma rebelião, resultando na morte de 111 detentos. O episódio marcou a história como uma das maiores tragédias do sistema prisional brasileiro e símbolo de violência policial.
Agora, com o número de mortos no Rio de Janeiro superando o do Carandiru, a nova operação reacende o debate sobre o uso da força e a política de segurança pública no país.
Fontes: Agência Brasil, Portal Leo Dias, Wikipédia, Conectas Direitos Humanos.