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Júri popular de ex-presidente da Apae de Bauru acusado de assassinar ex-secretária tem início nesta quinta-feira (9)
Por Moisés Moura
Publicado em 09/10/2025 09:03
Região

Começa nesta quinta-feira (9) o júri popular de Roberto Franceschetti Filho, ex-presidente da Apae de Bauru (SP), e de Dilomar Batista, auxiliar de almoxarifado da entidade. Ambos são réus no processo que investiga o desaparecimento e assassinato da ex-secretária Cláudia Lobo, ocorrido em agosto de 2024.

Logo no início da manhã será realizado o sorteio dos sete jurados que irão compor o conselho de sentença. Em seguida, ocorrerão os depoimentos das testemunhas de acusação e defesa, além dos interrogatórios dos réus.

Segundo o Ministério Público, cinco testemunhas foram indicadas pela acusação e pela assistente de acusação. A defesa de Roberto Franceschetti listou cinco testemunhas, enquanto Dilomar Batista terá duas.

Roberto Franceschetti Filho, que estava preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos, foi transferido para o CDP de Bauru para participar presencialmente do julgamento, que teve início às 9h.

Ele responde pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver. O ex-presidente foi preso em 15 de agosto de 2024, apontado como o principal suspeito da morte de Cláudia, vista pela última vez no dia 8 de agosto de 2024.

Na ocasião, Cláudia saiu da Apae alegando que precisava resolver assuntos de trabalho, sem levar bolsa ou celular. O veículo da entidade, utilizado por ela, foi encontrado no dia seguinte abandonado no bairro Vila Dutra, com vestígios de sangue.

Câmeras de segurança flagraram Cláudia e Roberto dentro do carro, momento em que, segundo a Polícia Civil, ele teria efetuado os disparos que resultaram na morte da ex-secretária.

Dilomar Batista, por sua vez, responde em liberdade, acusado de fraude processual e ocultação de cadáver. Ele admitiu participação na ocultação do corpo durante audiência realizada em 16 de janeiro de 2025.

 

Esquema de desvios milionários
Além do processo por homicídio, Roberto Franceschetti também é investigado por desvios milionários de verbas na Apae de Bauru, esquema que, segundo as investigações, pode ter motivado o assassinato de Cláudia.

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