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Passageiro morre ao ficar preso entre trem e plataforma na Linha 5-Lilás do Metrô de SP
Por Administrador
Publicado em 07/05/2025 06:29
São Manuel

Um passageiro identificado como Lourivaldo Ferreira Silva Nepomuceno morreu na manhã desta terça-feira (6) após ficar preso no vão entre a plataforma e o trem na estação Campo Limpo, da Linha 5-Lilás do Metrô de São Paulo. O acidente chamou a atenção para falhas no sistema de segurança das plataformas operadas pela ViaMobilidade.

Segundo a Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô, as portas automáticas das plataformas das Linhas 5-Lilás e 2-Verde não possuem sensores que impedem o fechamento em caso de obstrução — o que contribui para esse tipo de ocorrência. A concessionária ViaMobilidade informou que o trem partiu apenas após o fechamento das portas e que o sistema de sensores não indicou nenhuma falha.

A empresa também afirmou que vai intensificar campanhas educativas para orientar os passageiros sobre os alertas visuais e sonoros emitidos durante o fechamento das portas. Já o Metrô de São Paulo declarou que tomará medidas semelhantes e se colocou à disposição das autoridades para discutir novas ações de segurança.

IMAGENS PORTAL G1

Após o ocorrido, foi anunciado que barreiras serão instaladas até o segundo semestre para cobrir o vão entre os trens e as portas de plataforma na Linha 5-Lilás. A medida já havia sido adotada na Linha 2-Verde após um incidente semelhante em março, na estação Vila Prudente, quando uma passageira ficou presa, mas foi resgatada sem ferimentos.

O engenheiro Moacyr Duarte, especialista em análise de risco, afirma que esse tipo de acidente é praticamente impossível em metrôs de grandes cidades do mundo, pois "o espaço entre a porta do trem e a porta de segurança não cabe uma pessoa". Para ele, houve falha no projeto original das plataformas: “É necessário que exista a aplicação de uma série de técnicas e análise de riscos antes da instalação de sistemas como esse.”

Atualmente, 53 das 91 estações do Metrô de São Paulo contam com portas automáticas de plataforma, tecnologia que começou a ser usada em 2010, na Linha 4-Amarela. A investigação do caso está sendo conduzida pela Delegacia do Metropolitano (Delpom).

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