Após um ano e cinco meses de internação, Rikelme Alexandre de Brito, de 14 anos, voltou para casa no dia 21 de outubro, depois de passar por um longo tratamento para recuperar a pele queimada em uma explosão ocorrida em Avanhandava (SP).
O adolescente ficou internado no Hospital Padre Albino, em Catanduva (SP), onde passou por cirurgias e procedimentos para tratar queimaduras que atingiram cerca de 90% do corpo.
O acidente aconteceu em 20 de abril de 2025, domingo de Páscoa, quando a família acendia uma churrasqueira. Segundo a mãe, Lucimari Aparecida de Brito, a explosão foi provocada pelo álcool utilizado para acender o fogo.
Ela e os filhos ficaram feridos e foram encaminhados inicialmente para atendimento em Avanhandava. Depois, foram transferidos para Penápolis e, posteriormente, para o hospital em Catanduva.
O irmão mais novo de Rikelme, Maxwell Henrichy de Brito, de sete anos, não resistiu aos ferimentos e morreu após o acidente.
Recuperação continua em casa
Apesar da alta hospitalar, Rikelme ainda precisa de cuidados médicos e deverá retornar ao hospital para consultas e novos procedimentos. De acordo com a mãe, as feridas ainda não cicatrizaram completamente, e o adolescente precisa permanecer com uma faixa no corpo durante 24 horas.
Ainda não há previsão para as próximas cirurgias. A equipe médica explicou que a continuidade do tratamento depende da evolução da cicatrização.
Lucimari conta que a volta para casa trouxe alívio e alegria para toda a família. Segundo ela, o adolescente está dormindo melhor e apresenta melhora no comportamento após deixar o hospital.
“A chegada dele aqui em casa foi maravilhosa. Não tem dor, graças a Deus, dorme uma maravilha, mil vezes melhor do que no hospital. Lá ele estava deprimido, porque um ano e cinco meses não é fácil para ninguém”, relatou a mãe.
Mãe comemora melhora na autoestima do filho

A possibilidade de acompanhar a recuperação do adolescente em casa também trouxe esperança para a família, que enfrentou a perda de Maxwell durante o período de internação.
Segundo Lucimari, Rikelme está feliz por estar perto dos familiares e demonstra mais disposição desde que recebeu alta.
“A autoestima dele está mil vezes melhor. No hospital eu via o olhar dele de sofrimento. Aqui em casa, o olho dele brilha de alegria”, afirmou.
A recuperação ainda exige cuidados e novas intervenções médicas, mas a alta representa um avanço importante no tratamento do adolescente.