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Caseiro é condenado a 26 anos de prisão por latrocínio de idosa encontrada em poço em Bauru
Paulo Henrique Vieira assumiu a responsabilidade pelo crime durante o julgamento; esposa dele foi absolvida e deixou a prisão em 23 de outubro. Corpo de Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, foi localizado após 23 dias de buscas.
Por Felipe Augusto
Publicado em 27/10/2026 13:20
Região

O caseiro Paulo Henrique Vieira, de 55 anos, foi condenado a 26 anos de prisão pelo latrocínio (roubo seguido de morte) de Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, e pela ocultação do cadáver. O crime ocorreu em uma propriedade rural na região do Rio Verde, em Bauru (SP).

Durante o julgamento, realizado em 21 de setembro, Paulo assumiu a responsabilidade pelo crime e afirmou que a esposa, Daniela dos Santos Vieira, de 40 anos, estava dormindo no momento da ação. Daniela, que estava presa preventivamente, foi absolvida pela Justiça e deixou a prisão em 23 de outubro.

Em fevereiro, a Polícia Civil havia concluído o inquérito e indiciado o casal por latrocínio e ocultação de cadáver. Na época, as prisões foram convertidas em preventivas enquanto os investigados aguardavam a decisão judicial.

Desaparecimento e prisão

O caso começou a ser investigado após o desaparecimento de Dagmar, vista pela última vez em 19 de dezembro de 2025. O boletim de ocorrência foi registrado por familiares no dia 22 daquele mês.

Em 24 de dezembro, o casal, que trabalhava e morava na propriedade rural, foi preso. Segundo a investigação, os dois teriam indicado que o corpo da idosa estava em um poço desativado no sítio.

As buscas começaram em 30 de dezembro e duraram 23 dias. A operação mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Civil e da prefeitura. Para chegar ao local, foi necessário utilizar máquinas pesadas e demolir a casa da vítima, ampliando o acesso à área e permitindo a continuidade dos trabalhos.

O corpo foi encontrado em 22 de janeiro de 2026, após escavações que chegaram a aproximadamente 30 metros de profundidade, dentro de um poço desativado utilizado para captação de água.

Perícia apontou lesão na cabeça

De acordo com os exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML), o corpo apresentava uma lesão no crânio compatível com agressão.

A perícia também não encontrou vestígios de terra ou detritos nas vias respiratórias, indicando que Dagmar já estava morta quando foi colocada no poço. Sacos de adubo teriam sido utilizados sobre o corpo na tentativa de disfarçar o odor da decomposição.

Investigação identificou transferências via Pix

Durante as investigações, a Polícia Civil identificou mais de 100 transferências via Pix da conta bancária de Dagmar para a conta de Daniela, que somaram mais de R$ 22 mil.

Daniela negou ter realizado as operações e afirmou que os valores teriam sido transferidos pela própria idosa.

Em depoimentos prestados durante a investigação, Paulo chegou a atribuir o assassinato ao filho do casal, que tinha 14 anos na época. Daniela contestou essa versão e apontou o marido como autor do crime.

Até a última atualização das informações sobre o caso, o adolescente estava em acompanhamento em um abrigo em Avaré, junto com os irmãos.

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