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Em discurso após eleições, Flávio Bolsonaro questiona decisão de Zanin e aponta 'quebra de isonomia'
Em pronunciamento após a confirmação do resultado das urnas, senador alegou prejuízo com a reabertura de seções eleitorais em determinadas regiões e afirmou que recorrerá à Justiça.
Por Moisés Moura (MTB 01022885/SP)
Publicado em 25/10/2026 23:04
BRASIL

Em pronunciamento público realizado após a apuração das urnas, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) declarou que não aceitará o resultado proclamado pela Justiça Eleitoral e que acionará sua equipe jurídica para contestar o pleito.

Diante de apoiadores e jornalistas, o senador criticou duramente a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prorrogação do horário de votação por duas horas. Segundo Flávio, a medida extrapolou as atribuições do STF ao atropelar a competência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e provocou uma "quebra total de isonomia" entre os eleitores de diferentes regiões do país.

"Isso hoje não foi algo normal. Foi algo, inclusive, inaceitável. Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula, dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele e muda a regra do jogo no meio do jogo", declarou o senador.

Flávio sustentou que a extensão do pleito após as 17h01 em locais específicos comprometeu o equilíbrio da disputa. "Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diversas cidades de diferentes estados. Eu nunca vou saber se, num estado onde as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter", afirmou.

Ao finalizar sua declaração, o parlamentar classificou a situação como "inexplicável" e confirmou que a coligação ingressará com ações judiciais para solicitar a anulação do segundo turno.

Transcrição na íntegra da fala de Flávio Bolsonaro:

"Isso hoje não foi algo normal. Foi algo, inclusive, inaceitável. Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula, dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele e muda a regra do jogo no meio do jogo. Às 17 horas e 1 minuto, o ministro Zanin, que não faz parte do Tribunal Superior Eleitoral, atropelando a Justiça especializada, toma uma decisão prorrogando por duas horas as eleições. Isso nunca tinha acontecido na história do Brasil."

"Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diversas cidades de diferentes estados. Eu nunca vou saber se, num estado onde as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter. É inexplicável ter acontecido o que aconteceu. Inclusive, nas palavras de algum ministro aí que a própria imprensa publicou, essas eleições deveriam ter sido anuladas nas condições em que as coisas aconteceram neste momento."

"E o que eu tenho que falar aqui agora é que é impossível, é impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições."

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