Relatório de arbitragem aponta agressões com pedaço de pau, mascote em luta corporal, ausência de segurança e recusa para cobrança de pênaltis; caso pode resultar no banimento das equipes.
A Comissão Disciplinar do Campeonato Amador de São Manuel analisa a eventual eliminação e punições rigorosas às equipes do Cruzeiro e do Unidos da Vila. A medida é avaliada após o envio do relatório oficial da arbitragem e de vídeos que registraram uma batalha campal ao fim da partida válida pelas quartas de final, disputada em 18 de outubro de 2026.
A partida no tempo regulamentar terminou empatada em $1 \times 1$, resultado que levaria a decisão da vaga nas semifinais para a cobrança de penalidades máximas. Contudo, o jogo foi suspenso em razão dos atos severos de indisciplina e agressão.
O que está sob análise da Comissão Disciplinar
Segundo o relatório encaminhado ao tribunal desportivo com base nas regras do campeonato e nos registros do jogo, o órgão avalia as seguintes sanções:
-
Eventual Eliminação e Perda da Vaga: Segundo os procedimentos disciplinares, estuda-se a perda da vaga e a eventual eliminação de ambas as agremiações do torneio. A sanção extrema é motivada pela invasão generalizada promovida por torcedores e integrantes do Cruzeiro e pela recusa expressa do Unidos da Vila em retornar ao gramado para disputar os pênaltis.
-
Punição e Suspensão de Atletas: Segundo os relatos oficiais, os atletas Lucas Matheus Lourenço ("Macalé", do Cruzeiro) e João Cleber da Silva Gomes ("Dadinho", do Unidos da Vila) enfrentam julgamento disciplinar e possível suspensão por darem início às agressões físicas.
-
Encaminhamento Policial: O material audiovisual que flagrou um torcedor desferindo golpes com pedaço de madeira e a briga corporal envolvendo o mascote do Cruzeiro foi repassado às autoridades para identificação e eventuais sanções criminais dos envolvidos.
Entenda a cronologia dos fatos
Segundo a equipe de arbitragem — formada pelo árbitro principal Afrahim Oliveira, os assistentes Júlio Nunes e Cleone Bento, e o quarto árbitro Jean Ribeiro —, a confusão começou logo após o apito final aos 42 minutos do segundo tempo.
1. Início do confronto entre jogadores
Os atletas "Macalé" (Cruzeiro) e "Dadinho" (Unidos da Vila) foram até a arbitragem para questionamentos. Segundo o relatório, "Macalé" empurrou "Dadinho", que revidou com um chute. Em seguida, "Macalé" segurou o adversário pelo pescoço. Para se proteger, "Dadinho" correu até o portão de saída, que precisou ser trancado por terceiros para evitar novas agressões.
2. Invasão de gramado e briga com mascote
A agressão entre os jogadores deflagrou uma invasão imediata do gramado, iniciada por torcedores do Cruzeiro e seguida por integrantes do Unidos da Vila.
Segundo o documento oficial:
-
O indivíduo caracterizado como mascote do Cruzeiro trocou socos em luta corporal contra um torcedor do Unidos da Vila vestindo camisa preta na região do alambrado.
-
Um torcedor do Cruzeiro usou um pedaço de madeira para agredir pessoas por cima da aglomeração.
3. Ausência de segurança no estádio
Um fator crítico destacado pela arbitragem foi a retirada prematura do efetivo de segurança (Polícia, Guarda Civil e Segurança Privada), que deixou o local momentos antes do encerramento da partida. Quando o conflito estourou, não havia nenhum agente no estádio para conter as invasões.
4. Recusa dos pênaltis e encerramento
Após conter o tumulto e aplicar as expulsões, a arbitragem reuniu os times para iniciar as cobranças de pênaltis. O Cruzeiro aceitou jogar, mas o Unidos da Vila recusou-se categoricamente a realizar a disputa. Diante da negativa, o jogo foi encerrado e os fatos levados à Comissão Disciplinar, que avaliará o desfecho da vaga e a eventual eliminação dos envolvidos.