A professora Aline Bugni, de 31 anos, será velada e enterrada nesta terça-feira (29), no Cemitério Municipal de Cajamar, na Grande São Paulo. A cerimônia de despedida acontece das 10h às 12h, seguida pelo sepultamento.
Aline foi encontrada morta com um tiro na cabeça no último domingo (27), no quarto da casa onde morava com o marido, o policial penal Felipe Bugni, de 40 anos, e a filha do casal, de 6 anos.
Felipe é investigado pela Polícia Civil por suspeita de feminicídio. Ele afirma que Aline tirou a própria vida, mas a principal hipótese investigada pelas autoridades é a de que a professora tenha sido assassinada. O caso foi registrado como morte suspeita.
O policial penal está preso preventivamente por determinação da Justiça. Segundo a investigação, ele foi detido após agredir o pai e o irmão de Aline, além de ser investigado por violência psicológica contra a mulher.
Armas foram apreendidas
Duas armas e quatro carregadores foram apreendidos no quarto do casal. Segundo informações obtidas pela reportagem, o armamento estava debaixo da cama. Também foram encontrados um projétil sobre a cama e uma marca de disparo na parede.
A Polícia Técnico-Científica realiza exames para verificar se a marca na parede está relacionada ao disparo que matou Aline.
Uma imagem registrada após a chegada dos socorristas mostra a professora caída no chão, sem uma arma próxima às mãos. A fotografia não foi divulgada por ser considerada forte.
Filha estava em casa durante discussão
A filha do casal relatou a profissionais de saúde que estava no quarto quando os pais começaram a discutir. Após ouvir o disparo, a menina viu a mãe caída no chão e chamou o avô, que mora no andar debaixo da residência, dizendo que a mãe havia morrido.
Horas antes da morte de Aline, o pai dela, José dos Santos, de 65 anos, havia acionado a Guarda Civil Municipal (GCM). Conforme o relato registrado pela polícia, Felipe teria utilizado spray de pimenta contra a porta e a janela da casa do sogro.
Os agentes foram até o endereço, conversaram com o policial penal e deixaram o local.
Depois disso, José e Tiago Santos, pai e irmão de Aline, respectivamente, afirmaram que foram agredidos com socos por Felipe quando entraram na residência. A Polícia Militar foi acionada e deteve o policial penal por suspeita de agressão e ameaça.
Família contesta versão de suicídio
Familiares afirmam que Aline pretendia se separar de Felipe e negam que ela tivesse intenção de tirar a própria vida.
A defesa do policial penal foi procurada para comentar as acusações e a investigação, mas não havia se manifestado até a publicação das informações.