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Boias inteligentes reduzem em 91% proliferação de algas em trecho do Rio Tietê em Sabino
Por Felipe Augusto
Publicado em 28/09/2026 10:00
Região

 

Um projeto-piloto com 14 boias inteligentes reduziu em 91% a proliferação de algas em um braço do Rio Tietê, em Sabino (SP), após dois meses de funcionamento. A tecnologia utiliza ondas de ultrassom para controlar a concentração de algas e melhorar as condições da água na região da Praia Municipal.

Os equipamentos foram instalados pelo Governo de São Paulo em 20 de julho, no Córrego do Esgotão, área de aproximadamente 960 mil metros quadrados. O local corresponde a mais de 130 campos de futebol e é utilizado para atividades de lazer e turismo.

Os resultados foram divulgados após uma expedição de três dias realizada por equipes da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil). Durante o trabalho, foram coletadas amostras e avaliadas as condições da água ao longo do trecho entre Barra Bonita e Sabino.

Segundo a Cetesb, as boias emitem ondas de ultrassom continuamente, dificultando que algas e aguapés cheguem à superfície da água para realizar a fotossíntese. Com isso, o sistema reduz a formação da chamada "nata verde".

A tecnologia funciona sem a utilização de produtos químicos e, de acordo com os responsáveis pelo projeto, não provoca impactos à fauna, à flora ou aos demais organismos aquáticos. Os equipamentos são alimentados por energia solar e operam 24 horas por dia.

Além de controlar a proliferação das algas, as boias possuem sensores que permitem o acompanhamento das condições da água. A população também pode consultar informações sobre a balneabilidade da Praia Municipal de Sabino por meio do aplicativo da Cetesb.

A presença excessiva de algas e plantas aquáticas é um problema registrado historicamente em trechos do Rio Tietê. A proliferação pode afetar atividades como pesca, navegação e turismo.

Após permanecer 245 dias interditada, a Praia Municipal de Sabino voltou a ser liberada para banho. Com os resultados obtidos no projeto-piloto, o governo estadual avalia a possibilidade de ampliar a utilização da tecnologia para outros municípios paulistas.

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