Maioria das mortes envolveu motos de baixa cilindrada e homens de 21 a 30 anos; trecho urbano da Anhanguera lidera ocorrências.
Os acidentes envolvendo motociclistas registraram uma alta de 10% no primeiro semestre de 2026 nas rodovias administradas pela concessionária Arteris ViaPaulista. Ao longo dos 720 quilômetros da malha viária sob gestão da empresa, o total de registros subiu de 272 para 299 em comparação ao mesmo período de 2025.
A Rodovia Anhanguera (SP-330), especificamente no trecho urbano de Ribeirão Preto (SP), é o ponto mais crítico da malha: concentrou 33% de todos os acidentes computados nos primeiros seis meses do ano.

Raio-x das ocorrências
Dos 299 acidentes registrados entre janeiro e junho:
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279 deixaram vítimas com ferimentos leves, moderados ou graves;
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8 pessoas morreram no local ou em decorrência dos ferimentos;
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As ocorrências com vítimas moderadas subiram 22% (de 63 para 77).
Apesar da elevação no volume total de colisões e quedas, o número de mortes teve queda de 27%, caindo de 11 casos no primeiro semestre do ano passado para 8 neste ano.
Perfil das vítimas e comportamentos de risco
O levantamento da concessionária traçou o perfil das mortes registradas em 2026:
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Baixa cilindrada: 7 das 8 mortes envolveram motos menores;
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Gênero: 75% das vítimas fatais eram homens;
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Faixa etária: Predominância de condutores entre 21 e 30 anos.
Segundo a concessionária, a maior parte das ocorrências está associada a fatores humanos, como manobras arriscadas, desrespeito à sinalização e imprudência. Os tipos de acidentes mais comuns no período foram tombamentos, seguidos de colisões traseiras, laterais, Choques contra barreiras de segurança e colisões transversais.
"A Arteris ViaPaulista atua de forma integrada para promover a segurança viária. No entanto, um trânsito seguro depende da conscientização dos usuários e do respeito às leis, mesmo em deslocamentos curtos", afirma a gerente de Operações da concessionária, Ana Caetano.
Impacto do mercado e entregas por aplicativo
A alta no índice de acidentes coincide com a expansão da frota de duas rodas no país. Dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) indicam que o setor cresceu 6,2% no primeiro semestre de 2026 e acumula alta próxima de 50% na última década.
Além disso, pesquisas da Pnad Contínua (IBGE) mostram que cerca de um terço dos motociclistas utiliza o veículo como principal fonte de renda ou trabalha para aplicativos de entrega.
"As entregas por aplicativo têm impacto direto no tráfego, especialmente nos trechos urbanos. Em altas velocidades, o tempo de reação é reduzido e qualquer descuido pode trazer consequências graves", reforça a gerente de Operações.