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Cemitério de Aparecida de São Manuel: Uma semana após vandalismo e furtos, ninguém foi preso e peças continuam desaparecidas
Completa exatamente uma semana o lamentável episódio de devastação e furto registrado no Cemitério do distrito de Aparecida de São Manuel. Até o momento, apesar de algumas diligências e investigações já realizadas pela Polícia Civil, nenhuma peça furtada foi recuperada e ninguém foi preso.
Por Moisés Moura (MTB 01022885/SP)
Publicado em 03/09/2026 07:55
São Manuel

A ausência de respostas concretas e de suspeitos detidos mantém a sensação de impunidade, revolta e insegurança entre as famílias e moradores da comunidade, que continuam cobrando fiscalização rigorosa em ferros-velhos da região para onde os objetos de metal costumam ser destinados.

RELEMBRE O CASO

A reportagem esteve pessoalmente no Cemitério do distrito de Aparecida de São Manuel e o cenário encontrado no local foi desolador. O espaço de memória e homenagem aos mortos foi alvo de um ataque violento na noite de quinta-feira (27/08/2026), deixando um rastro de destruição com imagens impactantes que revoltaram a comunidade.

Criminosos arrombaram o cadeado do portão principal e reviraram dezenas de sepulturas. A dimensão do estrago indica uma ação coordenada: nada foi poupado. Nomes de entes queridos, símbolos religiosos, fotos, crucifixos e até a imagem da santa foram arrancados e vandalizados.

Depoimento de revolta e dor

O sentimento entre os frequentadores é de profunda indignação. Uma moradora do distrito, de 54 anos, que reside próximo ao cemitério e tem o pai sepultado no local há mais de dez anos, conversou com a reportagem sem conter as lágrimas ao ver a sepultura da família violada:

"É uma dor que não dá para explicar. A gente vem aqui para orar, para trazer uma flor, e encontra uma barbárie dessa. Arrancaram a placa do meu pai, destruíram a foto dele. Não respeitam nem quem já descansou. É uma sensação de revolta imensa ver o cemitério largado desse jeito, totalmente vulnerável, sem segurança alguma para proteger a memória das nossas famílias."

Ela completou ressaltando o sentimento de união do distrito:

"Eu tenho certeza de que esse pessoal não é daqui da nossa comunidade, porque quem mora em Aparecida conhece as famílias e respeita a memória de quem já partiu."

Ação coordenada e investigação

Testemunhas que acompanharam a movimentação no local afirmam ser impossível que apenas um ou dois indivíduos tenham causado tamanho dano em uma única noite. A principal suspeita é de que um bando numeroso tenha invadido o cemitério com o objetivo de furtar peças de bronze e vandalizar o patrimônio.

A equipe de reportagem registrou fotografias exclusivas de dezenas de jazigos completamente violados, cuja extensão da devastação impediu o registro de todas as sepulturas atingidas no primeiro momento.

A Guarda Municipal, a Polícia Militar e representantes do serviço funerário Prever foram acionados logo pela manhã seguinte ao crime. A falta de câmeras de segurança no entorno dificultou o trabalho inicial de identificação dos invasores.

"Quem fez isso veio preparado, sabia o que estava fazendo e aproveitou que o cemitério fica vulnerável à noite para cometer esse absurdo sem medo de nada", destacou um dos frequentadores.

CANAIS PARA DENÚNCIA

A polícia reforça que o foco principal desse tipo de crime é a revenda clandestina de metais. As forças de segurança e os moradores pedem a colaboração de toda a população: qualquer informação sobre movimentações suspeitas, paradeiro das peças ou tentativa de venda desses objetos pode ser denunciada anonimamente à Polícia Militar (190) ou à Guarda Municipal.

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