Servidora pública sofreu queda durante o trabalho e recebeu alta após raio-x não apontar lesão grave. No dia seguinte, acompanhamento médico revelou que o braço estava fraturado e deslocado.
Uma moradora do município de Areiópolis utilizou suas redes sociais para fazer uma denúncia contra o pronto-socorro municipal. Ana Paula Alves relata ter corrido o risco de ver o quadro de saúde de sua mãe agravar após um erro de diagnóstico na unidade de saúde.
A vítima, que é servidora pública municipal e atua em uma creche na Cohab, sofreu uma queda no início da semana enquanto realizava a limpeza da lavanderia do local de trabalho.
Erro de diagnóstico e transferência
De acordo com o relato feito pela filha nas redes sociais, a servidora foi levada de imediato ao pronto-socorro municipal, onde passou por avaliação e realizou um exame de raio-x. A médica de plantão informou que a paciente apresentava apenas uma luxação e que não havia registro de fraturas, liberando-a em seguida para retornar para casa.
No entanto, no dia seguinte, persistindo com fortes dores, o braço visivelmente deformado e sem conseguir movimentar a mão, a paciente decidiu buscar uma segunda avaliação médica na mesma unidade.
Desta vez, a fratura no braço foi confirmada. Devido à gravidade do caso, a trabalhadora precisou ser transferida inicialmente para um centro médico em São Manuel e, posteriormente, para o Hospital das Clínicas da Unesp. Na unidade especializada, os médicos constataram que, além da quebra, a estrutura óssea do braço estava fora do lugar, havendo indicação e risco cirúrgico. Foram necessários três profissionais de saúde para realizar a redução e o realinhamento manual do membro.
Contato com atraso
Ainda segundo a denúncia de Ana Paula, três dias após o acidente, uma funcionária do pronto-socorro entrou em contato com a família informando que, após uma reanálise do raio-x inicial, haviam constatado a fratura e solicitavam o retorno da paciente para encaminhamento a São Manuel — procedimento que a própria família já havia providenciado por iniciativa própria.
Falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs)
A publicação traz ainda um alerta em relação às condições de trabalho dos servidores da prefeitura. Segundo a denúncia, a trabalhadora solicitava há tempos o fornecimento de botas de segurança para o desempenho de suas funções. O equipamento de proteção individual (EPI) teria sido entregue apenas após a ocorrência do acidente e do diagnóstico da fratura.
A reportagem do portal segue com o espaço aberto para pronunciamentos oficiais da Diretoria de Saúde de Areiópolis e da administração municipal sobre as alegações de erro de diagnóstico e sobre a falta de fornecimento dos EPIs aos trabalhadores da unidade escolar.
COM INFORMAÇÕES DO JORNALISTA SANDRO DALIO