Gabriela Fujikawa representou o Brasil em competição que reuniu cerca de 11,5 mil bailarinos de mais de 60 países. Jovem apresentou solo de jazz lírico ao som de música de Tiago Iorc.
A bailarina Gabriela Fujikawa, de 16 anos, conquistou o 18º lugar na Copa do Mundo da Dança, realizada em Dublin, na Irlanda. Moradora de Garça (SP), ela foi a única brasileira entre os participantes da competição, que reuniu cerca de 11,5 mil bailarinos de mais de 60 países.
A jovem levou ao palco a coreografia "Pedaços de Mim", um solo de jazz lírico apresentado ao som da música "Desconstrução", do cantor Tiago Iorc. A escolha teve como objetivo apresentar ao público internacional elementos da música e da cultura brasileira.
"Foi uma experiência única e muito emocionante. Além de poder viajar para a Irlanda, ainda tive aulas com professores da Espanha, China e de Gales", contou Gabriela.
Segundo a bailarina, participar da competição também representou o reconhecimento de anos de dedicação à dança.
"Foi a certeza de que os bailarinos brasileiros podem ir cada vez mais longe e conquistar nosso espaço no mundo da dança", afirmou.
Preparação para a competição
A preparação para a Copa do Mundo da Dança começou meses antes da viagem. Gabriela precisou conciliar uma rotina intensa de ensaios e treinamentos com os estudos.
Além da preparação artística, a família também enfrentou dificuldades para conseguir recursos para a viagem internacional. Depois de várias tentativas, a bailarina conseguiu apoio de uma empresa de Garça, além de parcerias e contribuições de pessoas que acompanham seu trabalho.
A Prefeitura de Garça também colaborou com a realização de um espetáculo no Teatro Municipal. A renda arrecadada com a apresentação foi destinada aos custos da viagem.
"Consegui o patrocínio da minha passagem por uma empresa garcense e algumas parcerias e apoios de pessoas que reconhecem o meu trabalho. A Prefeitura de Garça também cedeu o teatro municipal para um espetáculo com a renda revertida à viagem. E eu só tenho a agradecer a todos", disse Gabriela.
Apoio da família
Para a mãe da bailarina, Adriana Fujikawa, o apoio financeiro e emocional é fundamental para que a filha continue desenvolvendo o talento e realizando o sonho de seguir carreira na dança.
"Sempre procuro incentivar e apoiar tanto emocionalmente quanto financeiramente, tentando dar o máximo de recursos para que ela possa se aprimorar cada vez mais na dança", afirmou.
Adriana também destacou a emoção de acompanhar a trajetória da filha.
"Ver a minha filha conquistando espaço e fazendo o que ama é muito gratificante", declarou.
A professora e coreógrafa Jessica Bortaliero também acompanha de perto a evolução da jovem. Segundo Gabriela, a profissional teve papel importante em sua preparação e trajetória.
Paixão pela dança começou aos 5 anos
O contato de Gabriela com a dança começou ainda na infância. Aos 5 anos, ela iniciou aulas de balé clássico na Escola Municipal de Cultura Artística de Garça.
"Me apaixonei cada vez mais pela dança", contou.
Aos 12 anos, a jovem começou a estudar jazz no estúdio da professora Jessica Bortaliero. Desde então, passou a participar de cursos, workshops e outras atividades de aperfeiçoamento.
Em 2025, Gabriela conquistou uma vaga na final do Dance World Cup Latinoamérica, realizada em Tigre, na Argentina. Ela venceu a categoria em que competiu e recebeu o prêmio de Melhor Bailarina.
O resultado garantiu a classificação para a Copa do Mundo da Dança. A jovem também recebeu uma bolsa para participar de uma residência artística em Portugal, onde estudou dança contemporânea durante 15 dias.
Próximos passos
Depois da experiência internacional, Gabriela já se prepara para novos desafios. O próximo objetivo é realizar os exames da Royal Academy of Dance, buscando avançar na formação profissional.
"Agora estou me preparando para os exames da Royal Academy of Dance para me profissionalizar na dança", contou.
Para a mãe, a trajetória da filha mostra que o talento precisa estar acompanhado de dedicação e disciplina.
"É uma emoção muito grande e a certeza de que, além de dom, a bailarina tem que se dedicar muito para atingir os objetivos", destacou Adriana.