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Tarcísio critica greve da CPTM e diz que paralisação “não vai intimidar o governo”
Por Felipe Augusto
Publicado em 04/08/2026 11:59
SÃO PAULO

 

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou nesta terça-feira (4) a greve dos funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e afirmou que a paralisação não irá pressionar o governo estadual.

A greve começou à meia-noite e não tem previsão de término. Os trabalhadores reivindicam a reestatização das três linhas concedidas à empresa Trivia Trens ou a garantia da manutenção dos cerca de 4.700 empregos ameaçados pelo Plano de Demissão Voluntária (PDV) em andamento na estatal.

Em publicação nas redes sociais, Tarcísio afirmou que o movimento representa uma “instrumentalização política” e prejudica os passageiros que dependem do transporte público.

“A aposta na baderna e na paralisia dos serviços não vai intimidar o governo, que esteve e seguirá aberto ao diálogo”, declarou o governador.

Segundo Tarcísio, a concessão das linhas tem como objetivo melhorar a qualidade do serviço, com investimentos em infraestrutura, novos trens, modernização de estações e redução dos intervalos de circulação.

O governador também afirmou que houve negociações com os trabalhadores e que propostas de manutenção de empregos foram apresentadas, mas rejeitadas pelo sindicato.

“Não vamos permitir que o cidadão seja refém, que seja usado mais uma vez como instrumento de pressão”, disse.

A paralisação ocorre após a transferência das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade para a Trivia Trens, empresa vencedora da concessão realizada pelo governo paulista. O contrato prevê investimentos de R$ 14,3 bilhões em melhorias, expansão e modernização do sistema.

A concessionária assumiu oficialmente a operação das três linhas em julho, mas enfrentou problemas nos primeiros dias, incluindo atrasos e um incêndio causado por curto-circuito em um vagão da Linha 12-Safira.

Após as falhas, a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) determinou que a CPTM retomasse temporariamente a operação das linhas por 90 dias, enquanto a empresa realiza ajustes no serviço.

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