A Polícia Civil prendeu preventivamente, na noite desta segunda-feira (3), Irimar Castilho, companheiro da empresária Eliane Alves dos Santos, principal suspeita de envolvimento na morte da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos. A prisão ocorreu em Ubatuba, no Litoral Norte de São Paulo, durante o andamento das investigações do caso.
De acordo com o boletim de ocorrência, Irimar foi localizado em uma residência na Praia do Estaleiro, no bairro Ubatumirim, onde policiais civis cumpriram o mandado de prisão preventiva expedido pela 2ª Vara Cumulativa de Ubatuba. A ação foi realizada por equipes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) da Delegacia Seccional de São Sebastião.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito foi informado sobre a ordem judicial e preso sem oferecer resistência. Após ser encaminhado à Delegacia de Ubatuba, permaneceu à disposição da Justiça.
Como Irimar é militar da reserva, uma equipe da Polícia Militar foi acionada para conduzi-lo ao Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista, onde permanecerá até a audiência de custódia.
O boletim de ocorrência informa que a prisão faz parte da investigação sobre a morte de Berenice Ramos de Aguiar, mas não detalha quais são as suspeitas específicas que recaem sobre Irimar. Até o momento, a defesa do investigado não havia se manifestado.
Relembre o caso
Berenice Ramos de Aguiar desapareceu no dia 30 de junho, após sair para trabalhar como cozinheira em uma residência no bairro Ubatumirim, em Ubatuba.
Após 17 dias de buscas, o corpo da vítima foi encontrado em uma área de mata em Angra dos Reis (RJ). A partir da localização do corpo, a Polícia Civil passou a investigar o caso como homicídio.
A empresária Eliane Alves dos Santos, patroa da vítima, segue presa temporariamente e é considerada a principal suspeita do crime.
Na semana passada, investigadores cumpriram um novo mandado de busca e apreensão em Ubatuba, recolhendo um telefone celular e um gravador de vídeo digital. Segundo a Polícia Civil, o inquérito está na fase final e ainda depende da conclusão de laudos periciais, das quebras de sigilo autorizadas pela Justiça e da realização de novos depoimentos.
As investigações continuam para esclarecer a dinâmica do crime, a motivação e a possível participação de outras pessoas no homicídio de Berenice Ramos de Aguiar.