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Motorista embriagado que matou casal atropelado em São Paulo passa a manhã dormindo em delegacia
Por Felipe Augusto
Publicado em 03/08/2026 09:59
Região

O motorista Giuliano Franco Fontes, de 24 anos, preso após atropelar e matar um casal na madrugada desta segunda-feira (3), na Vila Matilde, Zona Leste de São Paulo, passou a manhã dormindo no 31º Distrito Policial, após realizar exames que confirmaram seu estado de embriaguez.

A Polícia Civil o indiciou por duplo homicídio com dolo eventual, entendimento adotado quando a investigação conclui que o motorista assumiu o risco de provocar o resultado. Segundo a polícia, além da embriaguez, havia indícios de que ele trafegava em alta velocidade no momento do acidente. A Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do condutor também estava vencida por excesso de pontos.

De acordo com o boletim de ocorrência, o atropelamento aconteceu por volta da 1h20, na Rua Joaquim Marra, no acesso ao Viaduto Vila Matilde, no sentido Penha–Vila Matilde. Giuliano dirigia um Chevrolet Onix branco quando perdeu o controle da direção, atingiu o casal que caminhava pela calçada e bateu contra a proteção do viaduto.

Com a força do impacto, Maria Goreti Saraiva, de 58 anos, foi arremessada de uma altura aproximada de cinco metros e morreu ainda no local. O marido dela, Nilson Leite Batista, de 56 anos, eletricista, foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em estado gravíssimo e encaminhado ao Hospital Municipal do Tatuapé, mas não resistiu aos ferimentos.

Policiais militares que atenderam a ocorrência encontraram o motorista ainda dentro do veículo. Conforme o registro policial, ele apresentava fala embolada, dificuldade para caminhar e forte odor de álcool. Giuliano negou ter ingerido bebida alcoólica e recusou-se a realizar o teste do bafômetro.

Diante da recusa, ele foi levado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde passou por exame clínico. O laudo confirmou que o motorista estava embriagado, segundo a Polícia Civil.

Uma médica que testemunhou o acidente relatou que deixava um hospital localizado em frente ao viaduto quando viu o veículo trafegar em alta velocidade antes de perder o controle. Em depoimento, ela afirmou que o motorista apresentava fala desconexa, dificuldade para se equilibrar e aparentava estar sob efeito de álcool.

Ainda segundo a investigação, após a colisão, Giuliano tentou religar o carro e permaneceu no local até a chegada da Polícia Militar. Ele não precisou de atendimento médico.

O motorista foi preso em flagrante, permaneceu em silêncio durante o interrogatório e deverá passar por audiência de custódia. De acordo com os carcereiros, após os procedimentos realizados no IML, ele passou a manhã dormindo na delegacia enquanto aguardava os próximos encaminhamentos do caso.

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