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Progressistas adota neutralidade, e Tereza Cristina não será vice de Flávio Bolsonaro
Por Moisés Moura (MTB 01022885/SP)
Publicado em 31/07/2026 20:44
Região

Senadora chegou a admitir possibilidade de integrar a chapa à Presidência, mas decisão dependeria do partido; campanha do PL tem até quarta-feira (5) para definir um nome.

 

O Partido Progressistas (PP) anunciou, nesta sexta-feira (31), que manterá posição de neutralidade nas eleições presidenciais. A decisão inviabiliza oficialmente a indicação da senadora Tereza Cristina (PP-MS) para o posto de vice na chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL).

Apesar do comunicado emitido pela sigla, o senador Flávio Bolsonaro chegou a declarar, ao desembarcar em São Paulo nesta manhã, que a parlamentar havia aceitado seu convite.

Com a negação oficial do PP, a vaga de vice na chapa do PL segue sem definição. Os articuladores da campanha do pré-candidato têm até a próxima quarta-feira, 5 de agosto — prazo final para o registro das coligações partidárias —, para formalizar uma indicação.

Consulta aos diretórios e nota oficial

A direção do Progressistas formalizou o posicionamento por meio de nota emitida no período da manhã. Segundo o texto, a decisão ocorreu após consulta interna com as bancadas estaduais:

"O PP fez consulta aos seus diretórios estaduais e, por maioria, decidedu permanecer na neutralidade no processo eleitoral, reiterando a posição de não convocar Convenção Nacional. A decisão já foi comunicada e acatada pela senadora Tereza Cristina, nossa líder no Senado Federal".

Motivações e arranjos estaduais

A sinalização de neutralidade já vinha sendo construída nas semanas anteriores. O presidente nacional da legenda, senador Ciro Nogueira (PP-PI), informou a Flávio Bolsonaro que a federação composta por PP e União Brasil optaria por não apoiar nenhum candidato no primeiro turno, podendo estender a postura para o segundo.

Entre os principais motivos para a neutralidade estão:

  • Liberdade para alianças regionais: A necessidade dos partidos de liberarem seus correligionários nos estados. Em diversas regiões, a federação se coligará com candidaturas de direita, enquanto em outras atuará em aliança com partidos da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

  • Resistência interna: A avaliação de caciques partidários de que a candidatura de Flávio Bolsonaro atravessa momentos de desgaste político.

  • Preocupações jurídicas: O receio de desgastes provocados por investigações e denúncias envolvendo aliados do pré-candidato.

  • Relações partidárias: O distanciamento entre a cúpula do PP e a liderança do PL em relação aos pleitos anteriores.

Próximos passos da pré-campanha

Sem o apoio formal do PP e do União Brasil, o PL direciona suas articulações para tentar atrair o Republicanos. A sigla, no entanto, também tem dado indicações de que tende a adotar uma postura neutra na disputa nacional.

A definição do nome do vice é vista pelo comando da campanha do PL como essencial para consolidar estratégias de apelo eleitoral e tentar alavancar os índices das pesquisas de intenção de voto.

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