Uma mulher foi presa suspeita de ser a mandante do assassinato do próprio marido em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. De acordo com a investigação da Polícia Civil, Roselane da Silva teria contratado dois homens para dar um "susto" no companheiro após desconfiar de uma suposta traição, mas a ação terminou com a morte da vítima a tiros.
O crime aconteceu na noite de segunda-feira (27), na Rua Benedito Procópio. A vítima, Alexandre Batista de Souza, trabalhava com entregas de caminhão e foi assassinada ao chegar próximo de casa.
Segundo as investigações, Roselane teria pago R$ 1 mil para que dois homens abordassem o marido. A orientação, conforme apurado pela polícia, era que os criminosos roubassem o celular e o dinheiro que Alexandre carregava. Um dos suspeitos presos é amigo de infância da mulher e teria sido recrutado por ela para participar do plano.
As investigações apontam ainda que, durante todo o dia do crime, Alexandre manteve contato com a esposa por mensagens e ligações. Enquanto isso, ela teria informado aos executores, em tempo real, a localização e os deslocamentos da vítima.
Quando Alexandre deixou o trabalho e seguiu para casa, passou a ser perseguido por um Ford Fox vermelho. Ao chegar à rua onde morava, um dos criminosos desceu do veículo, anunciou um assalto e efetuou cinco disparos contra a vítima, que morreu no local.
Imagens de câmeras de segurança foram fundamentais para o avanço das investigações. Os policiais identificaram que a placa do carro utilizado no crime havia sido adulterada, o que levou à identificação do proprietário e motorista do veículo.
O motorista foi preso e, segundo a investigação, confessou participação no homicídio, indicando Roselane como a mandante do crime.
Além dele, a esposa da vítima também foi presa e, conforme informações obtidas durante a investigação, confessou envolvimento no assassinato durante depoimento à Polícia Civil.
Agora, os investigadores trabalham para localizar e identificar o segundo suspeito apontado como executor, além de reunir novas provas para concluir o inquérito.
Até a publicação das informações, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) ainda não havia se manifestado oficialmente sobre o caso. O espaço permanece aberto para eventual posicionamento das autoridades.