O caso ocorreu no bairro Jardim Amorim e foi registrado por câmeras de segurança. A Secretaria de Segurança Pública informou que apura as circunstâncias da ação e que "não compactua com excessos".
A Polícia Militar instaurou uma investigação interna para apurar a conduta de agentes durante uma abordagem violenta realizada em uma adega no bairro Jardim Amorim, em Sorocaba (SP), no último domingo (26). A ação foi gravada por câmeras de segurança do estabelecimento e mostra uma troca de agressões físicas entre os policiais e os frequentadores do local.
Entenda a dinâmica da ação
Segundo o Registro Policial, a abordagem teve início por volta das 17h30, quando um dos agentes relatou ter notado o "comportamento suspeito" de um frequentador da adega.
Pelas imagens registradas no local, é possível acompanhar a sequência dos fatos:
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Negativa e queda: Os policiais se aproximaram para abordar o cliente, que se recusou a acompanhá-los e acabou puxado pela bermuda.
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Criança ao chão: Durante a confusão inicial, uma mulher que estava ao lado se desequilibrou e caiu na calçada com uma criança no colo.
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Início do confronto: Um terceiro policial chegou ao local e esbarrou em uma jovem de 26 anos — que havia acabado de ajudar a primeira mulher e pegado o bebê no colo.
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Agressão mútua: A jovem reagiu e desferiu um tapa no capacete do agente. Na sequência, o policial revidou com um soco no rosto da mulher, que acabou caindo.
O que dizem os envolvidos e as autoridades
No Boletim de Ocorrência, registrado pelos próprios policiais como crime de resistência, a equipe alegou que o agente foi "surpreendido por um golpe" e justificou o soco afirmando que "o policial empregou o uso diferenciado da força, nos termos do Procedimento Operacional Padrão (M-3) da Polícia Militar, com o objetivo de contê-la e realizar sua abordagem".
A jovem de 26 anos foi levada ao plantão policial, autuada criminalmente, ouvida e liberada. Em entrevista à TV TEM, a vítima alegou que não havia motivo para a abordagem na adega e afirmou ter sido orientada a realizar exames no Instituto Médico Legal (IML).
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) e a Polícia Militar informaram que instauraram inquérito para apurar rigorosamente todas as circunstâncias do caso, incluindo a análise das imagens. A instituição destacou que "não compactua com excessos e desvios de conduta, punindo com rigor todos os casos identificados".