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Quarta fase da Operação Veritas Vincit prende homem de 31 anos em Assis
Por Moisés Moura
Publicado em 27/07/2026 16:46
Região

ASSIS (SP) — A Polícia Civil prendeu, nesta segunda-feira (27), um homem de 31 anos durante a quarta fase da Operação Veritas Vincit. A ação investiga o roubo e as ameaças de morte sofridas pelo vereador Fernando Sirchia (PDT), presidente da CPI dos Combustíveis na Câmara Municipal de Assis (SP).

Além do mandado de prisão temporária, os policiais cumpriram cinco mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. Com a nova prisão, sobe para quatro o número de investigados detidos no caso. O suspeito foi encaminhado para uma unidade prisional da região e permanece à disposição do Poder Judiciário.

Avanço nas investigações e perícia na Prefeitura

De acordo com a Polícia Civil, os trabalhos avançaram para além da identificação do executor do crime. A investigação busca apurar a participação de outros envolvidos no planejamento, apoio logístico e tentativas de ocultar provas.

Como parte das diligências, equipes da Polícia Civil e da Polícia Científica realizaram uma vistoria no Centro de Controle Operacional (CCO) da Prefeitura de Assis. O objetivo foi checar a integridade do sistema de videomonitoramento local e esclarecer inconsistências nas imagens obtidas. Quatro celulares foram apreendidos para passar por perícia técnica.

Envolvimento de membros do alto escalão municipal

A principal linha de investigação aponta que membros do alto escalão da administração municipal podem ter ligação com o crime, tratado pela polícia como um ato intencional de intimidação ao parlamentar.

Anteriormente, outras três pessoas ligadas à administração pública foram presas pela Justiça:

  • Leandro Gabrigna: Então secretário de Planejamento, Obras e Serviços, exonerado do cargo logo após a prisão.

  • Matheus Henrique da Cunha Felício: Servidor de carreira, desligado do cargo de chefia.

  • Wagner Fernando Eugênio Binati: Servidor de carreira, também desligado do cargo de chefia.

Entenda o caso: Invasão e ameaças na CPI dos Combustíveis

O crime ocorreu em março, quando Fernando Sirchia foi rendido dentro da própria residência por um homem armado. Durante a abordagem, o criminoso afirmou ter recebido ordens para matar o parlamentar e sua esposa, exigindo que o vereador "ficasse de boca fechada".

Em declarações à imprensa, Sirchia vinculou o ataque diretamente às investigações da CPI dos Combustíveis, presidida por ele. A comissão apura irregularidades e possíveis desvios na frota de veículos do município.

"A CPI descobriu um esquema através do sistema de abastecimento. Muitos dos abastecimentos que estavam no papel não aconteceram. Acontecia apenas a troca do recurso da prefeitura por dinheiro para os operadores", declarou o vereador à imprensa.

Entre as divergências apuradas pela comissão, estão:

  • Veículos em manutenção em outros municípios (como Marília) com registros de abastecimento simultâneo em Assis.

  • Uso de senhas de motoristas que estavam de férias ou trabalhando em outros setores na data dos registros.

  • Retorno de investigados em processos administrativos de gestões anteriores a cargos de comando do sistema na gestão atual.

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