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Escolas de Bauru registram 28 furtos em cinco meses e onda de crimes preocupa comunidade escolar
Por Felipe Augusto
Publicado em 24/07/2026 10:36
Região

 

A crescente onda de furtos em escolas de Bauru tem gerado preocupação entre pais, alunos, professores e equipes gestoras. De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), entre janeiro e maio de 2026 foram registrados 28 furtos em unidades municipais, estaduais e particulares da cidade, o equivalente a mais de um crime por semana.

Além dos prejuízos materiais, as invasões têm afetado o funcionamento das escolas e aumentado a sensação de insegurança na comunidade escolar. Imagens de câmeras de segurança registraram criminosos invadindo pátios e salas de aula para furtar equipamentos e outros materiais.

Para tentar reduzir os casos, a Prefeitura de Bauru informou que vem reforçando a segurança nas 99 escolas da rede municipal. Atualmente, 26 unidades contam com sistemas de alarme equipados com sensores e sirenes, 20 possuem cercas concertinas e três veículos realizam rondas periódicas nas regiões onde estão localizadas as escolas.

Segundo a administração municipal, outras cinco escolas devem receber sistemas de alarme até o fim de agosto, enquanto mais sete unidades serão protegidas com cercas concertinas.

Apesar das medidas, o sistema de videomonitoramento, considerado uma das principais ações para ampliar a segurança nas escolas, ainda não tem data para entrar em funcionamento. A prefeitura informou que o processo de licitação continua em andamento e que a abertura das propostas das empresas interessadas está prevista para o dia 29 de julho. A instalação das câmeras em todas as escolas dependerá da conclusão da licitação e da assinatura dos contratos.

A preocupação com a segurança não se limita às unidades de ensino. Dados da SSP-SP apontam que Bauru registrou média superior a 400 furtos por mês nos cinco primeiros meses de 2026. Somente em janeiro foram contabilizadas 487 ocorrências, o maior número para o mês desde novembro de 2021.

O aumento da criminalidade também motivou protestos de comerciantes da região central, que espalharam cartazes com a palavra "luto" nas fachadas dos estabelecimentos para denunciar a falta de segurança e cobrar ações mais efetivas do poder público.

Entre eles está o comerciante Henrique Matsuoka, proprietário de uma pastelaria no centro da cidade há 26 anos. Segundo ele, a insegurança chegou a um ponto em que considera fechar o comércio ou mudar de endereço.

"Trabalhamos, pagamos nossos impostos e mesmo assim não conseguimos ter tranquilidade. Pela primeira vez penso em encerrar as atividades porque não temos mais segurança", afirmou.

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