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Homem é preso por intolerância religiosa após agredir mulher e danificar viatura da GCM em Botucatu
Por Felipe Augusto
Publicado em 06/07/2026 10:54
Botucatu

 

Foto: Guarda Civil Municipal de Botucatu

Um homem de 24 anos foi preso em flagrante na madrugada de sábado (4), em Botucatu (SP), após agredir uma mulher de 25 anos por motivação de intolerância religiosa. Além das agressões, ele também danificou uma viatura da Guarda Civil Municipal (GCM) durante o atendimento da ocorrência.

Segundo o boletim de ocorrência, equipes da GCM foram acionadas por volta das 3h15 para atender uma ocorrência no bairro Jardim Itamarati. No local, encontraram a vítima com ferimentos e sangramento, principalmente na região do rosto.

A mulher informou aos agentes que, durante uma discussão, o suspeito arrancou à força uma guia de Candomblé — colar utilizado como símbolo de proteção na religião de matriz africana — e, em seguida, passou a agredi-la com socos e chutes. Conforme o relato da vítima, o homem teria se aproveitado do fato de ela ser mulher, afirmando que não teria cometido o mesmo ato caso o adereço religioso estivesse com um homem.

A mãe do suspeito confirmou aos guardas que o filho não aceitava a religião praticada pela jovem. Durante a confusão, um primo do agressor tentou separar a briga e acabou atingindo o nariz do suspeito com um capacete de forma acidental. Apesar do episódio, nenhum familiar quis registrar ocorrência sobre essa situação.

Todos os envolvidos foram encaminhados para atendimento médico no Pronto-Socorro Adulto Municipal e, posteriormente, à Unesp, onde receberam atendimento e foram liberados.

Durante o transporte até a unidade de saúde, o suspeito passou a causar tumulto dentro da viatura da GCM, desferindo diversos chutes contra a parte traseira do veículo, o que provocou danos na estrutura.

Na delegacia, o homem admitiu aos policiais civis que possui preconceito contra praticantes do Candomblé, reforçando a motivação religiosa para o crime.

O caso foi registrado como lesão corporal contra a mulher em razão do sexo feminino, dano qualificado ao patrimônio público e prática de discriminação ou preconceito religioso, crime equiparado ao racismo.

Após o registro da ocorrência, o suspeito foi encaminhado à Central de Custódia de Botucatu, onde permaneceu preso à disposição da Justiça, aguardando audiência de custódia.

 
 
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