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Enfermeira é morta a tiros pelo ex-namorado na Zona Sul de São Paulo; suspeito foi preso horas depois
Por Felipe Augusto
Publicado em 03/06/2026 18:34
Região

 Foto: Reprodução

Uma enfermeira de 26 anos foi vítima de feminicídio na tarde desta quarta-feira (3), na região do Campo Limpo, Zona Sul de São Paulo. Segundo a polícia, a jovem foi morta com pelo menos seis disparos efetuados pelo ex-namorado, que fugiu do local após o crime, mas acabou sendo preso horas depois em um pedágio na cidade de Arujá, na Grande São Paulo.

A vítima, identificada como Stefanie Silva Lima, trabalhava em dois hospitais, atendia crianças com câncer e também participava de corridas beneficentes voltadas ao apoio de pacientes em tratamento.

Câmeras de segurança registraram o som dos disparos e o momento em que o suspeito, Guilherme Sobrinho Keller Vieira, de 26 anos, deixou o local em um veículo logo após o crime.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a mãe da vítima acionou a Polícia Militar após o ataque. Equipes foram enviadas ao endereço e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) constatou a morte da enfermeira ainda no local.

 Foto: Reprodução

Durante a prisão, os policiais encontraram com o suspeito a arma utilizada no crime e dois carregadores. Ele foi encaminhado ao distrito policial responsável pela ocorrência. As autoridades informaram ainda que Guilherme já respondia por porte ilegal de arma de fogo.

Na residência do acusado, a polícia apreendeu grande quantidade de munições, simulacros de armas e um colete à prova de balas.

Relacionamento conturbado

Familiares relataram que Stefanie manteve um relacionamento de aproximadamente dois anos com o suspeito e chegou a morar com ele. Após o término, considerado conturbado pela família, ela teria se mudado de bairro.

Parentes afirmam que tinham receio de que algo pudesse acontecer com a jovem, já que o ex-companheiro conhecia sua rotina diária. Nesta quarta-feira, Stefanie estava de folga dos dois hospitais onde trabalhava.

 

Segundo um primo da vítima, a enfermeira não possuía medida protetiva contra o ex-namorado, embora familiares considerassem que ele apresentava comportamento possessivo.

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