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Justiça nega prisão domiciliar para PM da reserva preso após disparos dentro de casa no litoral de SP
Por Felipe Augusto
Publicado em 31/05/2026 15:42
Região

Foto: Matheus Croce/TV Tribuna e Redes Sociais

A Justiça de Praia Grande, no litoral de São Paulo, negou o pedido de prisão domiciliar para Hércules Adriano dos Santos, policial militar da reserva detido após efetuar disparos de arma de fogo dentro de sua residência, em Mongaguá.

O caso ocorreu em 17 de fevereiro, quando a esposa do policial acionou a Polícia Militar informando que o marido havia realizado um disparo dentro da casa. Ao chegarem ao local, os agentes encontraram Hércules saindo da residência em um veículo, dando início a uma perseguição que terminou na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, na divisa entre Mongaguá e Praia Grande.

Durante a ocorrência, o policial da reserva foi baleado pelos agentes. Segundo a Polícia Militar, a intervenção ocorreu devido ao risco iminente que ele representava para si próprio e para outros motoristas que trafegavam pela rodovia.

Após ser socorrido, Hércules permaneceu internado sob escolta policial. O Ministério Público de São Paulo o denunciou por posse irregular de arma de fogo, porte ilegal de arma, disparo de arma de fogo, posse de arma com numeração suprimida e resistência.

Recentemente, ele recebeu alta hospitalar após passar por uma cirurgia no fêmur e foi transferido para o Presídio Militar Romão Gomes.

A defesa solicitou à Justiça a revogação da prisão preventiva ou sua substituição por prisão domiciliar, alegando que o policial enfrenta limitações decorrentes da lesão sofrida e que possui residência fixa, não oferecendo risco de fuga.

No entanto, o juiz Fernando Cesar do Nascimento, da 1ª Vara Criminal de Praia Grande, rejeitou o pedido. Na decisão, o magistrado destacou que a prisão domiciliar é destinada a pessoas em estado de extrema debilidade por motivo de doença grave, condição que não foi constatada no caso.

Segundo o juiz, não há indícios de que o tratamento médico oferecido pelo Estado seja inadequado, ressaltando ainda que a recente alta hospitalar demonstra evolução positiva do quadro clínico do acusado.

A defesa informou que aguarda a audiência de instrução, debates e julgamento, marcada para a próxima terça-feira (2), por videoconferência. Na ocasião, Hércules será interrogado e oito testemunhas deverão ser ouvidas, incluindo cinco policiais do Batalhão de Ações Especiais da Polícia (Baep).

Além disso, um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa deverá ser analisado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo em 11 de junho.

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