Foto: Ana Júlia Guerreiro
Um episódio de racismo marcou a vitória do Esporte Clube Noroeste por 3 a 0 sobre o Velo Clube, na noite deste sábado (16), pela Série D do Campeonato Brasileiro, no estádio Estádio Alfredo de Castilho, em Bauru.
Após o terceiro gol do Norusca, aos 43 minutos do segundo tempo, o massagista do Velo Clube, Éder, denunciou ter sido alvo de ofensas racistas vindas de um dos camarotes do estádio. Segundo o profissional, ele foi chamado de “macaco” mais de uma vez durante o episódio.
Diante da denúncia, a árbitra Francielly Fernanda Lima de Castro acionou imediatamente o protocolo antirracismo e paralisou a partida por mais de oito minutos para registrar a ocorrência e comunicar os fatos oficialmente.
Muito abalado, Éder caiu no choro e recebeu apoio do técnico Henrique Barcellos, do Noroeste, além de jogadores, membros das duas comissões técnicas e da equipe de arbitragem. Mesmo após a interrupção, houve discussão entre atletas do Velo Clube e torcedores que estavam no camarote apontado pelo profissional.
O Velo Clube informou que registrará um boletim de ocorrência assim que a delegação deixar o estádio. Em nota oficial, o clube repudiou o caso, classificando o episódio como “inadmissível” e reforçando que dará todo suporte ao massagista para que os responsáveis sejam identificados e punidos.
Já o Noroeste também divulgou nota de repúdio, afirmando que não compactua com qualquer ato de racismo, discriminação ou intolerância, e que está à disposição para colaborar com a apuração dos fatos pelos órgãos competentes.
O caso deverá ser investigado pelas autoridades competentes. Racismo é crime previsto em lei no Brasil.