Offline
MP denuncia cabos da PM por agressões durante velório em Bauru após operação policial
Por Moisés Moura
Publicado em 13/05/2026 08:30
Região

O Ministério Público de São Paulo denunciou à Justiça dois cabos da Polícia Militar por agressões registradas durante um velório em Bauru (SP). O caso aconteceu em outubro de 2024, após policiais entrarem na sala onde eram velados dois jovens mortos durante uma operação do 13º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), no Jardim Vitória.

Segundo o MP-SP, os agentes teriam cometido ofensas à integridade física de civis e lesão corporal leve contra a mãe e o irmão de um dos jovens mortos. O velório era realizado no Cemitério Cristo Rei, em Bauru.

Imagens gravadas no local mostram ao menos cinco policiais militares entrando na sala do velório e tentando deter o irmão de uma das vítimas, que estava ao lado da mãe. Nas cenas, a mulher tenta impedir a ação dos policiais e acaba sendo atingida por golpes de cassetete e empurrões. Em determinado momento, ela chega a bater contra uma pilastra. O rapaz foi retirado à força da sala.

A Polícia Militar informou que os agentes continuam respondendo a procedimentos disciplinares na esfera administrativa e que acompanha o andamento do caso na Justiça. Na época dos fatos, três policiais envolvidos foram afastados das atividades.

O Inquérito Policial Militar (IPM) foi encaminhado ao Tribunal de Justiça Militar, que segue apurando o episódio.

O caso aconteceu no dia 18 de outubro de 2024, após a morte de Guilherme Alves Marques de Oliveira, de 18 anos, e Luis Silvestre da Silva Neto, de 21 anos, durante uma intervenção policial no Jardim Vitória. Conforme o boletim de ocorrência, a ação teve 27 disparos efetuados, sendo que um dos policiais teria realizado 15 tiros.

Ainda segundo o registro policial, os dois jovens estavam com pistolas de numeração raspada e uma mochila contendo drogas.

Após a repercussão das agressões no velório, moradores organizaram um protesto na região. Durante a manifestação, um adolescente encontrou uma granada e a Polícia Militar foi acionada para controlar o ato na Avenida Castelo Branco.

 

Dois dias depois, o artefato explodiu dentro da casa do adolescente, de 13 anos, que ficou ferido. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a granada seria de posse da Polícia Militar.

Comentários
Comentário enviado com sucesso!