Três pessoas da mesma família serão julgadas pelo Tribunal do Júri nesta quinta-feira (23), em Lins (SP), acusadas de envolvimento na morte de um homem após uma discussão em um bar. O julgamento está marcado para começar às 9h30, no Fórum da cidade.
Sentam no banco dos réus Paulo Henrique Rocha, de 55 anos, Samanta Faria, de 42, e Wesley Henrique Aparecido Faria Rocha, de 21. Eles estão presos preventivamente e respondem por homicídio triplamente qualificado — por motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu no dia 27 de outubro de 2024, após uma briga na fila de um bar, localizado na Vila Santa Terezinha. A confusão teria começado por causa da preferência no atendimento entre Wesley e a vítima, Jhonas Henrique Vieira, de 42 anos.
Ainda segundo a acusação, após o desentendimento inicial, Wesley deixou o local e retornou acompanhado dos pais com a intenção de “acertar contas”. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento do ataque.
Nas gravações, Samanta aparece empurrando Jhonas. Em seguida, Paulo Henrique o atinge com facadas na região do abdômen. O filho do casal também teria desferido golpes nas costas da vítima e só foi contido por pessoas que estavam no local.
A denúncia aponta ainda que, mesmo com a vítima caída e ferida, Paulo Henrique tentou continuar as agressões, sendo impedido por testemunhas. Após o crime, os três fugiram e foram localizados e presos no dia 22 de janeiro de 2025, na cidade de Araguari (MG).
Jhonas chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ao dar entrada na Santa Casa de Lins, vítima de hemorragia interna traumática.
Durante o processo, a defesa de Samanta alegou que ela tentou apenas apartar a briga. Já as defesas de Paulo Henrique e Wesley solicitaram a retirada das qualificadoras do crime.
Em nota, a defesa informou que pretende apresentar ao Conselho de Sentença as circunstâncias do caso e, no caso de Samanta, sustentar a possibilidade de reconhecimento de desistência voluntária, conforme previsto no artigo 15 do Código Penal.
O caso segue sob análise da Justiça e será decidido pelos jurados durante o julgamento.