Incidente ocorreu na vila cristã de Debel. Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram que a conduta é "extremamente grave" e incompatível com os valores da instituição.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um integrante das Forças de Defesa de Israel (IDF) utilizando uma marreta para destruir uma estátua de Jesus Cristo na vila de Debel, uma comunidade cristã localizada no sul do Líbano. O episódio gerou forte repercussão internacional e críticas às operações militares na região.
O Exército israelense confirmou a autenticidade das imagens e admitiu que o homem registrado na fotografia é um de seus soldados em serviço. Em nota oficial, as IDF classificaram o ato como de "extrema gravidade", ressaltando que o comportamento não condiz com o código de ética esperado de seus membros.
Investigação e Medidas Disciplinares
O caso foi encaminhado ao Comando Norte de Israel, responsável pelas operações na fronteira libanesa. Segundo o comunicado, uma investigação foi aberta e medidas disciplinares devem ser aplicadas assim que o processo for concluído.
O incidente ocorre em meio à escalada de tensões e operações terrestres de Israel no sul do Líbano, que têm como alvo oficial a infraestrutura do grupo extremista Hezbollah. No entanto, o dano a símbolos religiosos em áreas civis tem ampliado o desgaste diplomático do país.
Contexto de Tensão e Denúncias
Embora as autoridades militares tratem a destruição da estátua como um fato isolado, o episódio se soma a uma série de denúncias recentes feitas por observadores internacionais e líderes religiosos. Entre as queixas estão:
-
Destruição de bens civis: Relatos de danos injustificados a propriedades que não possuem fins militares.
-
Restrições religiosas: Líderes da Igreja Católica na região relataram, nas últimas semanas, dificuldades impostas pelas forças de segurança para a realização de celebrações tradicionais em locais sagrados.
-
Violações do Direito Internacional: Juristas alertam que o ataque a símbolos religiosos e a apropriação de bens civis podem configurar infrações graves às leis de guerra e às convenções internacionais de proteção humanitária.
A vila de Debel, onde o ato foi registrado, é uma das diversas aldeias de maioria cristã no sul do Líbano que se encontram em meio à zona de conflito. Até o momento, o governo libanês e autoridades eclesiásticas locais têm pedido maior proteção para os locais de culto e patrimônios históricos em meio à ofensiva.