Ninguém foi preso e o acervo continua desaparecido; crime no Museu Padre Manoel da Nóbrega completa 232 dias nesta segunda-feira (13).
SÃO MANUEL – O furto de sete armas antigas do acervo do Museu Padre Manoel da Nóbrega, em São Manuel (SP), continua sem prisões ou recuperação do material. Até esta segunda-feira, 13 de abril de 2026, o crime completa exatos 232 dias (aproximadamente 7 meses e 20 dias) sem que os responsáveis tenham sido punidos ou o patrimônio localizado.
O crime ocorreu em 24 de agosto de 2025. Na época, a investigação apontou que o autor do furto teria visitado o museu ao menos três vezes antes de agir, indicando um planejamento prévio. O suspeito estaria na cidade a trabalho, contratado por uma empresa local.
Imagem registrada pelo fotógrafo Moisés Moura mostra a fachada do Museu Histórico de São Manuel.
Imagens e Investigação
Câmeras de monitoramento da Guarda Civil Municipal (GCM) e de comércios vizinhos registraram, na data do crime, o homem deixando o local com uma mochila nas costas. Como o museu não possuía câmeras internas, não houve registro detalhado do momento da retirada das peças.
Embora a Polícia Civil tenha realizado diligências e colhido depoimentos logo após o ocorrido, a suspeita é de que o armamento — que estava desativado e possuía valor puramente histórico — tenha sido retirado de São Manuel rapidamente.

Prejuízo Histórico
Para a administração municipal e historiadores locais, a perda é considerada irreparável. Apesar de não possuírem valor comercial elevado, as armas eram peças fundamentais para a preservação da memória da região.
Até o momento, a Secretaria de Segurança e a Polícia Civil não anunciaram novos desdobramentos sobre o paradeiro dos objetos ou a identificação definitiva do paradeiro do suspeito.