Crime ocorreu no dia 14 de março e gerou revolta na cidade; investigado teria ameaçado testemunha durante o inquérito.
A Polícia Civil de Itatinga (SP) concluiu, nesta quarta-feira (25), a investigação sobre o atropelamento e morte do cão "Branquinho". O animal, muito conhecido entre os moradores locais, foi morto de forma brutal na madrugada do último dia 14 de março. O motorista responsável, que dirigia um Toyota Corolla prata, foi identificado após intensa mobilização popular.

O Crime
De acordo com o inquérito policial, o atropelamento aconteceu na Rua Luiz Fornazari, em frente a uma adega. Testemunhas relataram que, após atingir o animal, o condutor ignorou os alertas de quem estava no local e acelerou o veículo.
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Crueldade: O cão foi arrastado por cerca de cinco quadras.
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Omissão: Após o percurso, o motorista fugiu sem prestar socorro, deixando o animal agonizando no asfalto.

A Investigação
O trabalho dos policiais civis Glauco Valério e Luciano Piazza foi baseado em imagens de câmeras de segurança e informações compartilhadas por moradores nas redes sociais.
"A participação da população foi decisiva para identificar o responsável por tamanha violência", afirmou a Polícia Civil em nota.
Durante o curso das investigações, surgiu um novo agravante: o suspeito teria passado a ameaçar uma testemunha-chave para tentar silenciá-la. A polícia registrou um novo boletim de ocorrência por ameaça e prestou apoio à vítima.

Próximos Passos
O investigado compareceu à Delegacia de Polícia de Itatinga para prestar depoimento. Mesmo confrontado com as evidências, ele negou o crime.
O caso agora segue para o Poder Judiciário. O homem pode responder por:
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Maus-tratos a animais (com aumento de pena pela morte do animal);
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Ameaça (no caso da testemunha);
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Fuga de local de crime.
O corpo de Branquinho, descrito por moradores como um cão dócil e indefeso, tornou-se símbolo da luta contra a impunidade em casos de crueldade animal na região.