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Servidora do CAPS entrega remédio errado para criança de 9 anos em São Manuel; menina tomou antipsicótico por 13 dias
Por Moisés Moura
Publicado em 24/03/2026 11:59 • Atualizado 24/03/2026 14:06
São Manuel
 Uma criança de 9 anos, diagnosticada com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade e ansiedade, ingeriu o medicamento incorreto por quase duas semanas após um erro na entrega da medicação na farmácia do Centro de Atenção Psicossocial de Aparecida de São Manuel, no interior de São Paulo.

O caso foi registrado na Polícia Civil como lesão corporal contra menor de 14 anos na última quarta-feira (18). A reportagem entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde de São Manuel.

O equívoco

De acordo com o Boletim de Ocorrência, a mãe da criança, Ana Keli, relatou que a filha faz uso contínuo do medicamento Clomipramina 25 mg.

No entanto, ao retirar o remédio na unidade de saúde, recebeu por engano Clorpromazina 25 mg  fármaco indicado para o tratamento de transtornos psicóticos, como a Esquizofrenia.

O erro só foi percebido na noite do dia 16 de março, quando a mãe notou que a aparência do comprimido era diferente do habitual. Ao conferir a receita médica, constatou que a prescrição estava correta, mas o medicamento entregue por uma servidora da farmácia, identificada no documento como M.P, não correspondia ao indicado.

 Sintomas e riscos

A menina, utilizou a medicação trocada entre os dias 2 e 15 de março. Durante esse período, apresentou:

  • Sonolência excessiva
  • Dores no peito
  • Taquicardia ❤️‍

Inicialmente, a família acreditou que os sintomas fossem decorrentes de crises de ansiedade. Após a descoberta do erro, um médico psiquiatra orientou a suspensão gradual do medicamento e solicitou a realização de um eletrocardiograma, devido ao risco de Arritmia cardíaca.

O que diz a Secretaria de Saúde?

A Secretaria Municipal de Saúde de São Manuel (SP) informou, em nota oficial, a abertura de um processo administrativo interno para investigar um incidente envolvendo a dispensação de medicamentos no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) do município.

O caso veio à tona após relatos sobre irregularidades no fornecimento da medicação. Embora os detalhes específicos do ocorrido não tenham sido divulgados para preservar a identidade dos envolvidos, a pasta confirmou que uma criança foi diretamente afetada pelo episódio.

Providências e Assistência

De acordo com a administração municipal, assim que o problema foi comunicado, a criança passou por atendimento com um médico responsável e segue em acompanhamento. A família também está recebendo suporte da rede municipal de saúde.

"Todas as circunstâncias estão sendo devidamente analisadas e, ao final da apuração, eventuais responsabilidades serão tratadas nos termos da legislação vigente", afirmou a Secretaria em nota.

Compromisso com a Segurança

A prefeitura ressaltou que se solidariza com os familiares e que a investigação busca garantir a segurança e a legalidade dos serviços prestados à população. Até o momento, não foram divulgados prazos para a conclusão da sindicância ou o afastamento de profissionais.

A Secretaria de Saúde declarou que permanece à disposição para prestar esclarecimentos adicionais conforme o avanço das investigações.

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