A cidade de Santos, no litoral de São Paulo, confirmou dois casos de mpox, doença anteriormente conhecida como varíola dos macacos. Segundo a prefeitura, os pacientes são dois homens, de 25 e 35 anos, que apresentaram boa evolução clínica e já receberam alta médica.
Os casos foram registrados em janeiro deste ano e confirmados nesta sexta-feira (20). De acordo com o município, em 2025 foram contabilizados apenas dois diagnósticos da doença ao longo de todo o ano.
A administração municipal informou que a transmissão da mpox ocorre principalmente por contato direto entre pessoas, seja pela pele ou por secreções. Também pode acontecer por meio de exposição próxima e prolongada a gotículas respiratórias. A prefeitura não detalhou se os dois pacientes tinham relação entre si.
Cenário no Estado
Em nota, a Secretaria de Estado da Saude de Sao Paulo (SES-SP) informou que, em 2026, foram registrados 44 casos de mpox até quinta-feira (19). No mesmo período do ano anterior, houve 79 casos em janeiro e 47 em fevereiro, totalizando 126 confirmações nos dois primeiros meses.
A pasta destacou que mantém monitoramento contínuo do cenário epidemiológico no estado, em articulação permanente com as secretarias municipais de saúde e a rede assistencial. Os serviços realizam identificação precoce, notificação e investigação de casos suspeitos, além de testagem, acompanhamento clínico e rastreamento de contactantes, conforme protocolos técnicos.
O Que É Mpox
A mpox é uma zoonose viral identificada pela primeira vez em 1958, em colônias de macacos. Apesar do antigo nome “varíola dos macacos”, a Sociedade Brasileira de Primatologia esclarece que os primatas não participam da transmissão para seres humanos, que ocorre principalmente entre pessoas contaminadas.
O contágio pode acontecer por meio de contato com secreções infectadas das vias respiratórias, feridas ou bolhas na pele, inclusive durante beijos, abraços ou relações sexuais. Também há registros de transmissão entre humanos e alguns animais, como roedores e outros mamíferos.
Em 2022, o nome da doença foi oficialmente alterado para mpox, após episódios de ataques a primatas em algumas regiões do Brasil, motivados pela associação equivocada do vírus aos animais.
Sintomas
Entre os principais sintomas da mpox estão:
Segundo o Ministério da Saúde, não há tratamento específico para a infecção pelo vírus. O atendimento médico é voltado ao alívio dos sintomas e à prevenção de complicações.
Em casos suspeitos, a recomendação é realizar isolamento imediato, evitar contato próximo com outras pessoas e não compartilhar objetos de uso pessoal, como toalhas e roupas de cama, até o desaparecimento completo dos sintomas.