O Ministério Público Federal (MPF) denunciou 13 pessoas por supostos crimes cometidos em contratos firmados entre a Prefeitura de Sorocaba (SP) e uma organização social responsável pela gestão de unidades de saúde do município. Entre os denunciados estão o prefeito afastado Rodrigo Manga (Republicanos), a esposa dele, Sirlange Frate Maganhato, e a mãe, Zoraide Batista Maganhato.
As investigações foram conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Copia e Cola, que apura o desvio de recursos públicos em contratos para a administração da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Éden e da antiga UPH da Zona Oeste, atual UPA da Zona Oeste.
Os denunciados respondem pelos crimes de organização criminosa, peculato, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e frustração do caráter competitivo de licitação.
Na denúncia, o MPF afirma que Rodrigo Manga teria atuado como “peça-chave” no esquema, aceitando ou recebendo vantagens indevidas. Segundo o órgão, o então prefeito teria determinado que o ex-secretário de Saúde entrasse em contato com representantes da organização social Aceni, investigada por envolvimento nos contratos.
Ainda de acordo com a denúncia, contas pessoais do prefeito afastado teriam sido pagas por intermediários. A Polícia Federal também aponta que um imóvel de alto padrão teria sido adquirido com uso de dinheiro em espécie e em nome de terceiros, como forma de ocultar a origem dos recursos.
O MPF pediu à Justiça a decretação da perda do cargo de prefeito e que Rodrigo Manga fique impedido de se candidatar ou ocupar cargos públicos pelo período de cinco anos.
Além do prefeito afastado e de familiares, também foram denunciados ex-secretários municipais, empresários e representantes da Aceni. Alguns dos investigados chegaram a ser presos em fases anteriores da operação e atualmente utilizam tornozeleira eletrônica.
A defesa de Rodrigo Manga e de Sirlange Maganhato informou que não irá comentar o caso. Já os advogados de Paulo Korek, apontado como um dos responsáveis pela organização social, afirmaram que respeitam o trabalho da Polícia Federal e que irão demonstrar a inocência do cliente. As demais defesas não se manifestaram até a última atualização.
A investigação teve início em maio de 2022 e, segundo a Polícia Federal, revelou indícios de um esquema criminoso estruturado para causar prejuízo aos cofres públicos por meio de contratações emergenciais na área da saúde.