Após a Polícia Militar, por meio da 2ª Companhia do 12º Batalhão, encaminhar à Prefeitura de São Manuel um ofício relatando reincidência de infrações administrativas cometidas por estabelecimentos como bares, lanchonetes e adegas — especialmente nas imediações da Praça Tonico e Tinoco —, foi realizada na última quarta-feira (29) uma reunião entre representantes do Executivo e Legislativo municipal, além da Guarda Civil Municipal (GCM) e da própria PM.

De acordo com o documento, ao qual a TV São Manuel Conectado teve acesso, e que é assinado pelo capitão Anderson William Mariotto, comandante da 2ª Companhia da PM, foram registradas diversas ocorrências envolvendo o descumprimento do horário de funcionamento e a realização de shows com música ao vivo em áreas externas. As situações têm gerado reclamações de moradores por perturbação do sossego.
O ofício também menciona casos de ocupação irregular de calçadas e vias públicas com mesas e cadeiras, o que pode atrapalhar o trânsito de veículos e pedestres, além de representar risco de acidentes.

Segundo fontes ouvidas pela reportagem, chegou a ser cogitado um recuo na decisão para poupar lanchonetes, mas essa informação não foi confirmada oficialmente.
A Polícia Militar solicitou ao setor de Tributação da Prefeitura que adote as medidas administrativas cabíveis para “garantir a manutenção da ordem pública nos locais citados”.
O documento, identificado como Ofício nº 12BPMI-167/200/25, é datado de 13 de outubro de 2025 e foi acompanhado por boletins de ocorrência e correspondências anteriores, que reforçam a reincidência das situações mencionadas.

Após tomar conhecimento do ofício, o prefeito Odirlei Félix conversou por telefone com a reportagem da TV São Manuel Conectado. Segundo ele, o setor responsável “vem trabalhando para fiscalizar e autuar comércios que não cumprem a legislação vigente”.
Na ocasião, o prefeito também afirmou que pretendia reunir os proprietários dos estabelecimentos com o capitão da PM — encontro que ocorreu nesta semana, na Câmara de Vereadores.
Em entrevista concedida nesta sexta-feira (31), o vice-prefeito Gê Barros detalhou o que foi definido na reunião. De acordo com ele, será elaborado, por meio do setor de fiscalização, um “termo de ajustamento de conduta” (TAC). O documento estabelecerá que o proprietário deverá acionar a GCM ou a PM caso ocorram situações que possam provocar perturbação da ordem pública.
Segundo Gê Barros, todos os comerciantes presentes aceitaram o acordo. Questionado sobre a presença das forças de segurança em pontos estratégicos para inibir irregularidades, o vice-prefeito destacou que “há dificuldades no contingente das corporações”.
Ele também ressaltou que o Executivo optou pelo diálogo:
“A ideia é reunir todos e deixar claro o que pode e o que não pode ser feito, para evitar mal-entendidos. Nosso governo é o governo do diálogo com todos”, afirmou.
Na semana anterior, o prefeito Odirlei Félix já havia frisado que o Executivo municipal atua dentro dos limites legais:
“Como prefeito, não tenho atribuição de passar por cima da Polícia. Estou à disposição para dialogar, mas as reclamações são muitas, principalmente nos finais de semana”, destacou.