A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo divulgou nesta quinta-feira (18) as fotos e os nomes de quatro suspeitos de participação na execução do ex-delegado-geral da Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes, assassinado a tiros em uma emboscada na última segunda-feira (15), no litoral paulista.
Segundo a investigação, os suspeitos identificados são:
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Felipe Avelino da Silva, conhecido como Mascherano (foragido) — teve DNA encontrado em um dos carros usados no crime;
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Flávio Henrique Ferreira de Souza, 24 anos (foragido) — também teve DNA identificado em um dos veículos;
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Luis Antonio Rodrigues de Miranda (foragido) — é investigado por suspeita de ter ordenado que uma mulher buscasse um dos fuzis usados na execução;
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Dahesly Oliveira Pires (presa) — foi detida nesta quinta, suspeita de ser a mulher que transportou a arma;
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Fernando Gonçalves dos Santos, conhecido como Azul ou Colorido — apontado como um dos chefes do PCC na Baixada Santista; a polícia apura se ele tem ligação com o caso.
De acordo com a Secretaria, os três primeiros são alvos de mandados de prisão e seguem foragidos.
O secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, afirmou que não há dúvidas sobre a participação do crime organizado na morte do ex-delegado, mas destacou que a motivação ainda é investigada.
“A dúvida é se a execução foi motivada pelo histórico de combate ao crime organizado durante toda a carreira do delegado ou por conta da atuação atual como secretário em Praia Grande”, disse Derrite.
O material genético encontrado em veículos abandonados após o crime ajudou na identificação dos investigados. A polícia ainda apura qual teria sido a participação de cada suspeito na execução.
Segundo a Polícia Civil, Felipe Avelino da Silva é natural de São Bernardo do Campo e tem antecedentes por roubo e tráfico de drogas. A delegada Ivalda Aleixo, chefe do DHPP, informou que ainda não há definição sobre o número total de envolvidos.
Quem foi Ruy Ferraz Fontes
Ruy Ferraz Fontes esteve na Polícia Civil por cerca de 40 anos e foi delegado-geral do Estado de São Paulo. Ele foi um dos pioneiros nas investigações sobre o Primeiro Comando da Capital (PCC). Desde janeiro de 2023, exercia o cargo de secretário da Administração em Praia Grande.
Fontes foi morto na noite de segunda-feira (15), logo após deixar a prefeitura. Entre as hipóteses levantadas pela investigação estão uma retaliação do PCC ou desavenças relacionadas à sua atuação como secretário municipal.