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Bariri: prefeitura demite duas servidoras suspeitas de agredir criança de 2 anos em creche
Terceira funcionária investigada recebeu suspensão de 30 dias por omissão; caso também foi alvo de investigação policial e do Ministério Público.
Por Felipe Augusto
Publicado em 20/10/2026 15:05 • Atualizado 20/10/2026 15:31
Região

A Prefeitura de Bariri, no interior de São Paulo, demitiu duas servidoras municipais suspeitas de agredir uma criança de 2 anos na Creche Municipal Professora Nelly Chidid. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Município nesta segunda-feira (19), após a conclusão de uma sindicância administrativa.

Segundo a apuração interna, as duas funcionárias, uma auxiliar de desenvolvimento infantil e uma cuidadora, foram demitidas por justa causa. Uma terceira servidora investigada, também auxiliar de desenvolvimento infantil, recebeu suspensão de 30 dias por omissão, por não ter agido para impedir as agressões.

Servidoras chegaram a ser presas temporariamente

O caso veio à tona no fim de abril, quando a prefeitura afastou preventivamente as três funcionárias para investigar a denúncia.

Em maio, as servidoras chegaram a ser presas temporariamente durante uma ação conjunta da Polícia Militar e do Ministério Público.

De acordo com o Ministério Público, as investigadas teriam praticado agressões físicas e psicológicas reiteradas contra a criança durante o exercício de suas funções. Entre as condutas apontadas estavam tapas, empurrões, puxões, imobilizações e contenções físicas consideradas abusivas.

Ainda conforme a denúncia, as suspeitas também teriam incentivado outras crianças a agredir a vítima. Os fatos investigados teriam provocado lesões corporais e sofrimento psicológico à criança.

O Ministério Público apontou suspeita de tortura-castigo e justificou os pedidos de prisão temporária pela necessidade de garantir o andamento das investigações.

Até a última atualização da reportagem original, não havia resposta da Secretaria da Administração Penitenciária sobre a situação prisional atualizada das três mulheres.

A demissão administrativa decorre da apuração realizada pela prefeitura. A responsabilização criminal depende do andamento do processo na Justiça.

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